CCJ aprova indicados de Lula para o STJ



Escolhidos tiveram os votos mínimos para ocupar os cargos na Corte; agora, serão avaliados no plenário ainda nesta 4ª

 

CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta 4ª feira (25.out.2023) os 3 indicados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o STJ (Superior Tribunal de Justiça) depois de 5 horas e 7 minutos de sabatina. Agora, os nomes seguem para análise no plenário da Casa.

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Em 29 de agosto, Lula escolheu a advogada Daniela Teixeira para a vaga destinada a OAB e em 6 de setembro bateu o martelo sobre as duas vagas de Tribunais de Justiça, indicando José Afrânio Vilela e Teodoro Silva. 

A votação de indicados ao STJ é nominal, mas secreta. Ou seja, não é possível saber quem votou a favor ou contra os escolhidos pelo presidente.

Eis o placar da votação na CCJ:

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  • Daniela Teixeira – 26 votos a favor e 1 contra;

  • José Afrânio Vilela – 27 votos a favor;

  • Teodoro Silva – 27 votos a favor.

A tramitação dos nomes na CCJ levou 49 dias desde a última indicação do presidente até a sabatina e aprovação. O presidente da CCJ, Davi Alcolumbre, afirmou que a demora se deu em razão da falta de quorum no Senado nos últimos meses.

Disse ainda que aguardava a convocação de um “esforço concentrado” na Casa Alta por parte de Rodrigo Pacheco para realizar as sabatinas.

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No plenário do Senado, cada indicado precisará de 41 votos favoráveis para ser aprovados para os cargos na Corte Superior.

Eis os perfis dos indicados:

 

SABATINA

Durante a sessão da CCJ desta 4ª (25.out), os indicados foram questionados por um total de 16 senadores sobre a paridade entre homens e mulheres no judiciário, irregularidades no sistema carcerário, segurança pública, saúde, descriminalização do aborto e o chamado fishing expedition.

Em sua apresentação, Daniela Teixeira, indicada para a vaga da OAB, falou sobre sua experiência como advogada e defendeu a vaga destinada à advocacia no Tribunal. 

“A imparcialidade deve ser a marca das minhas decisões, mas a magistrada não pode esquecer o que pretendeu o constituinte quando criou a vaga da advocacia no Superior Tribunal de Justiça: levar o olhar da parte para a justiça brasileira”, declarou.

Daniela, a única mulher entre os indicados, defendeu a paridade de gênero no judiciário brasileiro. Afirmou que, caso aprovada, deve levar “o olhar do gênero” para o STJ. 

“É por esse motivo que peço a vossas excelências que considerem o meu nome para este cargo no Superior Tribunal de Justiça. Não estou pedindo um favor para mim ou para o meu gênero, mas uma correção de rumos que se faz necessária”, afirmou a indicada. 

Teodoro Silva ressaltou compromisso com os princípios constitucionais e republicanos. O indicado afirmou ainda que a segurança jurídica é a base para a estabilidade econômica do país.

“Sempre fui e serei um fiel seguidor da constituição, do estado democrático de direito e dos direitos e garantias individuais dos cidadãos contra possíveis excessos contra garantias individuais”, declarou o juiz.

“Por quando, considero-me intransigente defensor da presunção de inocência, da imparcialidade, do juiz natural, do contraditório e da ampla defesa”. 

O último a se apresentar foi José Afrânio Vilela, que destacou o seu trabalho feito na magistratura no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Ressaltou os valores democráticos e constitucionais defendidos durante sua carreira.

“Como juiz, ainda que tenho minhas convicções pessoais em todos os segmentos da vida. Peço jurisdição de que o Estado é laico e o juiz é isento e equidistante. Se vossas excelências aprovarem a minha indicação, levarei ao Tribunal da Cidadania fé e esperança na Justiça como deles sempre ouvi”, declarou.

(Poder360)

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