Cacique Serere, como é conhecido, foi preso em dezembro de 2022 por defender intervenção militar após resultado das eleições.
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O indígena José Acácio Serere Xavante, conhecido como cacique Serere, recebeu R$ 85.431,50, aponta relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos, na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
Em dezembro do ano passado, a prisão do indígena levou apoiadores radicais de Bolsonaro a praticarem atos de vandalismo na região central de Brasília.
Um pequeno grupo tentou invadir a sede da Polícia Federal. Carros e ônibus foram incendiados. Os ataques ocorreram horas após a diplomação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Eleitoral.
Os vândalos estavam no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército por onde circulavam pessoas que defendiam intervenção militar, o que é inconstitucional.
Após a prisão e uma mudança de advogados, José Acácio chegou a divulgar uma carta pedindo desculpas. E admitiu que foi influenciado por informações inteiramente desvinculadas da realidade e que errou ao espalhar a tese infundada de fraude nas urnas.
Denúncia da PGR
Em maio deste ano, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o indígena José Acácio Serere Xavante, por incitação a atos antidemocráticos. Apesar da denúncia, a PGR entende que não há mais motivos para mantê-lo detido. O caso está sob sigilo no STF.
A denúncia é a acusação formal do Ministério Público e, se recebida pela Justiça, o investigado passa a ser réu e responde a ação penal.
José Acácio se diz cacique do povo Xavante. Ele é investigado por participar de protestos antidemocráticos em Brasília depois das eleições, em um shopping, em frente ao Congresso Nacional e no hotel onde Lula estava hospedado antes da posse, além da invasão a um terminal do aeroporto.
(portaldeprefeitura)
