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O acordo de delação premiada do policial militar reformado Ronnie Lessa, acusado de cometer o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol-RJ) e do motorista Anderson Gomes, está tramitando no Superior Tribunal de Justiça (STJ), desde o fim de 2023.
Nesse sentido, o mandante do assassinato contra Marielle e Anderson tem foro especial por prerrogativa de função, também conhecido como foro privilegiado. O benefício refere-se a um direito atribuído a autoridades que ocupam cargos públicos. Significa que o titular desse cargo é submetido a investigação, processo e julgamento por órgão judicial previamente designado.

O acordo com a Polícia Federal (PF), que ainda precisa ser homologado pela Corte Superior, foi divulgado pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, no último domingo, 21 de janeiro. Após quase seis anos, a delação de Lessa pode dar um fim ao mistério em torno do caso Marielle.
Delação de motorista de veículo usado no assassinato
EM 2023, a Polícia Federal firmou acordo de delação premiada com Élcio de Queiroz. O ex-policial militar é acusado de dirigir o carro utilizado durante o assassinato da parlamentar e do motorista.
Após firmar o acordo com a corporação, Queiróz confessou ter dirigido o Cobalt prata e afirmou que Ronnie Lessa foi o autor dos disparos contra o veículo onde estavam Marielle e Anderson com uma submetralhadora.
Comandante da PF afirma que caso encerrará em março
Em janeiro, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, informou em entrevista à CBN que as investigações em torno das mortes serão concluídas até o fim de março.
“É importante dizer que estamos há um ano à frente de uma investigação de um crime que aconteceu há cinco anos, com a convicção de que ainda nesse primeiro trimestre a Polícia Federal dará uma resposta final sobre o caso Marielle”, disse.
Fonte: Metrópoles
