Wim Ouboter, fundador da empresa, disse ao jornal "O Liberal" que pretende vir ao Brasil em 2019 para negociar licenças de fabricação local.
Quando falamos do Micro-Mobility Microlino pela primeira vez, em janeiro deste ano, já havíamos cantado a bola de que o modelo poderia ser vendido no Brasil. Tanto pelo saudosismo de quem adoraria ter um Romi-Isetta moderno (e elétrico) quanto pelas relações que a empresa tem com outras que pretendem atuar no Brasil, como a Tazzari e a Electro Motors, estabelecida em Goianésia, Goiás. Pois o pessoal do jornal "O Liberal", do Pará, conseguiu, em entrevista exclusiva com o fundador da marca, Wim Ouboter, a confirmação de que o carrinho deverá ser fabricado no Brasil e exportado para outros países a partir daqui.
Segundo a entrevista, Ouboter pretende vir ao Brasil no ano que vem para negociar licenças de fabricação local com empresários interessados no carrinho, recentemente homologado para ser vendido na Europa. "Nós vamos vender um pacote de licenças completas para países como o Brasil (é uma das nossas principais prioridades, pois temos muitos seguidores do Brasil no Facebook), China, Indonésia, EUA e Índia. Por causa dos impostos, achamos que ele deve ser produzido localmente", disse Ouboter a "O Liberal".
A KBB também procurou os Ouboter e a Electro para saber mais detalhes sobre a possível produção do carrinho no Brasil. Afinal, a Electro seria a escolha óbvia neste caso, por já ter planos de produzir por aqui o Tazzari Zero. A Tazzari é quem fabricará o Microlino na Europa para a Micro-Mobility. Até agora, a empresa já tem mais de 7.200 pedidos pelo carro. Ouboter disse a "O Liberal" que acredita que poderá chegar a um volume de 20 mil unidades por ano em 2020. Só na Europa. Seu filho, Merlin, que cuida da assessoria de imprensa da empresa, disse à KBB que ainda não há nada certo para o Brasil. "No momento, não estamos procurando ativamente por parceiros no Brasil, mas certamente queremos alguém por lá. Seja para fabricar ou montar o Microlino."

Merlin também é um dos testadores dos protótipos do elétrico. "Estamos testando um novo chassi e ele é realmente muito bom em termos de dinâmica. Como as baterias ficam atrás do assento, temos um centro de massa muito baixo. Ele dirige como um esportivo nas curvas", disse Merlin. "Em geral, é muito maluco o quanto ele chama a atenção nas ruas por ser tão exótico. Ontem mesmo, enquanto eu estive em Zurique com um jornalista, fomos constantemente interrompidos por pedestres que queriam saber o que o Microlino era, quanto custava etc."

A Electro disse que não tem interesse em montar o Microlino no Brasil. Segundo a empresa, porque ele precisaria de alguns ajustes para poder atender à legislação brasileira. O que, pelo visto, não será impedimento para que ele seja vendido também no Brasil. O Microlino tem 2,44 m de comprimento, 1,50 m de largura e 1,46 m de altura, com apenas dois lugares em um banco inteiriço. Seu motor elétrico, de 15 kW (20 cv), é suficiente para levar seus 450 kg a uma velocidade máxima de 90 km/h e acelerá-los de 0 a 50 km/h em 5 s. Se chegar a bom preço, poderemos ver outro "Romi-Isetta" como pioneiro no Brasil. Neste caso, como o primeiro elétrico de muita gente.