SE ACONTECER COMO PREVISTO, MULTIDÃO PACÍFICA NAS RUAS DE SÃO PAULO, NESTE DOMINGO, VAI SACUDIR O BRASIL



 

O domingo é daqueles para entrar na História do Brasil, de um jeito ou de outro. Para o conservadorismo, será (caso a Justiça não a proíba na última hora) uma manifestação inesquecível, pacífica, para dar o tom de que a oposição não vai dar sossego ao governo Lula e que Jair Bolsonaro é uma força política irrefutável, tenha ou não seus direitos políticos restaurados, como os teve Lula, depois da descondenação. Para Bolsonaro, será uma espécie de última tentativa de tentar restaurar o espaço que a derrota nas urnas e o peso do principal tribunal do país, o STF, o colocaram quase na lona. Sem qualquer espaço na mídia (nem um grande veículo de comunicação do país está noticiando ou dando informações positivas sobre a marcha de São Paulo, neste domingo) se conseguir realizar o evento e reunir grande multidão, o ex-Presidente e seus aliados vão mandar um duro recado aos adversários. Caso o medo tome conta do público, pelas ameaças veladas e outras que poderão se tornar realidade, caso haja decisão judicial criminalizando o encontro de São Paulo e houver esvaziamento, o grupo do ex-Presidente ainda terá discurso, porque a Constituição, mais uma vez estaria sendo desrespeitada. Mas há uma terceira via, também perigosa: uma reação proporcional à grandeza da manifestação, vinda do governo e dos seus aliados nos demais poderes, sob o argumento de ser uma movimentação fascista e antidemocrática, que é o que tentam vender ao país, desde que surgiram as primeiras manifestações de uma direita brasileira que, finalmente, emergiu, sob Bolsonaro.  

O evento deste domingo, caso aconteça, tende a ser gigantesco, como o foram pelo menos dois outros, também comandados pelo então Presidente da República, que ainda reúne multidões por onde passa, ao contrário daquele que venceu a eleição. Pelo menos quatro governadores, 23 senadores e cerca de 90 deputados federais já confirmaram presença, incluindo o comandante do maior Estado do país, São Paulo, Tarcísio de Freitas. Poderá ser uma manifestação monumental, com peso político e com uma multidão, sempre se fazendo a ressalva que ele ainda pode ser suspenso. Se reunir mesmo algo em torno de 1 milhão de pessoas, como se tem ouvido pelas redes sociais, a reação poderá ser dura: um esforço concentrado do governo e dos seus aliados no STF (já que o Congresso decide cada vez menos) impondo censura às redes sociais. Porque não houve mobilização para o evento de São Paulo fora delas. A segunda-feira vai dizer se o Brasil amanhecerá melhor, com quem não reza pela cartilha da esquerda também tendo voz ou se continuaremos andando para trás, em termos da verdadeira democracia.

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Autor: Sérgio Pires

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