Segundo o Instituto Trata Brasil, 5 capitais da região Norte e 3 da região Nordeste “não tratam sequer 35%” de seu esgoto
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A cidade de Maringá (PR) tem os melhores índices de saneamento básico do Brasil, seguida de São José do Rio Preto e Campinas, ambas no Estado de São Paulo. É o que mostra o Ranking do Saneamento 2024, publicado nesta 4ª feira (20.mar.2024) pelo Instituto Trata Brasil. Nas últimas posições estão municípios da região Norte – Porto Velho (RO); Macapá (AP); Santarém (PA).
A 16ª edição do ranking focou nos 100 municípios mais populosos do Brasil. Foram levados em consideração indicadores do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), no ano-base de 2022, publicado pelo Ministério das Cidades. Eis a íntegra do estudo (PDF – 2 MB).
Segundo o instituto, a falta de acesso à água potável impacta quase 32 milhões de pessoas. Cerca de 90 milhões de brasileiros não possuem acesso à coleta de esgoto. Em nota (íntegra – PDF – 430 kB), a organização declarou que esses números refletem “em problemas na saúde para a população que diariamente sofre, hospitalizada por doenças de veiculação hídrica”.
O Instituto Trata Brasil disse que 5 capitais da região Norte e 3 da região Nordeste “não tratam sequer 35%” de seu esgoto. “Em ano de janela eleitoral nos municípios brasileiros, saneamento básico precisa estar no centro das discussões”, disse o instituto.
O ranking é composto pela análise de 3 itens: “nível de atendimento”, “melhoria do atendimento” e “nível de eficiência”. As 3 cidades mais bem colocadas –Maringá, São José do Rio Preto e Campinas– atingiram, pela 1ª vez na história do ranking, a pontuação máxima disponível com a universalização do saneamento.
“São consideradas universalizadas as localidades que contam com 99% de sua população com acesso à água tratada e 90% com coleta e tratamento de esgoto”, lê-se no comunicado.
Eis as cidades que ocupam as 20 primeiras posições (da melhor para a pior):
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Maringá (PR);
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São José do Rio Preto (SP);
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Campinas (SP);
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Limeira (SP);
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Uberlândia (MG);
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Niterói (RJ);
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São Paulo (SP);
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Santos (SP);
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Cascavel (PR);
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Ponta Grossa (PR);
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Jundiaí (SP);
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Praia Grande (SP);
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Foz do Iguaçu (PR);
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Londrina (PR);
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Franca (SP);
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Montes Claros (MG);
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Campo Grande (MS);
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Aparecida de Goiânia (GO);
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Goiânia (GO);
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Piracicaba (SP).
O instituto destacou que verificou-se a correlação entre o volume de investimentos e os avanços nos indicadores de saneamento básico. Os 20 melhores municípios apresentaram um investimento anual médio, no período de 2018 a 2022, de R$ 201,47 por habitante –13% abaixo do patamar nacional médio para a universalização.
“Neste caso, contudo, como muitos desses municípios já possuem indicadores em estágios mais avançados de desenvolvimento ou universalizados, eles podem apresentar valores abaixo da média nacional, sem comprometer o atendimento às metas do Novo Marco Legal do Saneamento Básico”, lê-se na nota.
Já as 20 piores cidades tiveram um investimento anual médio, no mesmo período, de R$ 73,85 por habitante – 68% abaixo do patamar nacional médio para a universalização. “No caso desses municípios, por terem indicadores muito atrasados e distantes da universalização, ter um investimento anual médio por habitante baixo resulta em uma dificuldade muito grande para atingir as metas estabelecidas”, completa o texto.
Eis os 20 piores municípios classificados no ranking de 2024 (do pior para o melhor):
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Porto Velho (RO);
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Macapá (AP);
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Santarém (PA);
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Rio Branco (AC);
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Belford Roxo (RJ);
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Duque de Caxias (RJ);
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São Gonçalo (RJ);
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Belém (PA);
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Várzea Grande (MT);
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Juazeiro do Norte (CE);
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Ananindeua (PA);
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Maceió (AL);
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São Luís (MA);
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Jaboatão dos Guararapes (PE);
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Manaus (AM);
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Caucaia (CE);
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São João de Meriti (RJ);
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Paulista (PE);
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Cariacica (ES);
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Pelotas (RS).
(Poder360)
