RS recebe hospitais de campanha para dar suporte às vítimas das enchentes



Instalação das unidades pretende evitar a sobrecarga de módulos hospitalares de maior porte

 

Rio Grande do Sul recebeu neste domingo (5) dois hospitais de campanha para apoiar as vítimas das enchentes no estado. As unidades foram instaladas em Estrela e Lajeado. Dados divulgados pela Defesa Civil local na manhã desta segunda-feira (6) registram 83 óbitos e 111 pessoas desaparecidas em função das chuvas.

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Segundo o Exército, a unidade em Estrela recebe pacientes de média complexidade e conta com o apoio das equipes médicas do Hospital Militar e da Policlínica Militar de Porto Alegre, que auxiliam na recepção, triagem e setores do ambulatório e emergência.

O Exército diz que a instalação do hospital de campanha ajuda a aliviar a pressão sobre o hospital municipal de Estrela, que teve parte das instalações alagadas. A equipe está tratando dos casos de média complexidade e os pacientes mais graves são evacuados para hospitais de maior porte.

Como reforço, o estado do Rio de Janeiro enviou uma unidade hospitalar para a cidade de Lajeado e planeja transportar mais duas unidades com 60 leitos disponíveis.

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Números da tragédia

Segundo a atualização da Defesa Civil do Rio Grande do Sul às 12h desta segunda-feira, há 364 municípios afetados pelas consequências das chuvas no estado. São 20.070 pessoas em abrigos, 129.279 pessoas desalojadas e um total de 873.275 pessoas afetadas diretamente pelos efeitos da calamidade climática.

Há a confirmação de 83 óbitos e o registro de 111 desaparecidos. Segundo o boletim, quatro óbitos estão em investigação.

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Previsão de mais chuva

A partir de quarta-feira (8), o estado volta a ficar em alerta com a previsão de mais temporais. Segundo o Inmet, o aumento da chuva está previsto para as regiões sul e metropolitana, a serra e o litoral norte de Porto Alegre.

Além das pancadas de chuva, uma nova onda de frio está prevista para quarta, o que também deve afetar o socorro às vítimas da maior tragédia climática da história gaúcha. A queda das temperaturas em até 10 °C pode agravar situações de hipotermia entre pessoas que necessitam de resgate.

Rio Guaíba

Em Porto Alegre, o Rio Guaíba atingiu no domingo, a marca de 5,30 metros, mais de meio metro acima do recorde da cheia histórica de 1941 e 2,3 metros acima da cota de inundações. O alagamento tomou as ruas do centro histórico e a rodoviária, além de causar a suspensão da operação de quatro das seis estações de tratamento de água do Departamento Municipal de Água e Esgotos.

Mesmo com a trégua da chuva, o IPH (Instituto de Pesquisas Hidráulicas) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) prevê “cheia duradoura, com estabilização dos níveis d’água elevados no Guaíba em torno de 5m a 5,50m durante mais de quatro dias”

* Sob supervisão de Augusto Fernandes

(R7)



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