Enem 2018: 1º dia de provas tem carta de Henfil para Geisel, crise hídrica, a obra '1984' e o ônibus de Rosa Parks



 

A ativista americana Rosa Parks, que entrou na história ao desafiar uma lei de segregação entre negros e brancos nos Estados Unidos, também inspirou uma questão do Enem. O ônibus no qual ela sentou nos primeiros lugares, recusando-se a usar apenas os assentos traseiros destinados a negros, foi o centro do enunciado.

Duas fotos ilustram a questão, uma delas é a do ônibus, que hoje é exposto em um museu aos cuidados da fundação The Henry Ford.

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Redação

A prova de redação teve como tema "Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet" e teve quatro textos motivadores, sendo que três deles são trechos de reportagens e um trouxe um gráfico com dados.

Duas das três reportagens citam diretamente os algoritmos e foram publicados em 2016. Um deles, "O gosto na era do algoritmo", foi publicado em 2016 pelo jornal "El País" e escrito pelo jornalista Daniel Verdú. O outro, chamado "A silenciosa ditadura do algoritmo", é de autoria do jornalista brasileiro Pepe Escobar.

 

A terceira reportagem, também de 2016, foi publicada pela BBC Future. De autoria de Tom Chatfield, o texto chama "Como a internet influencia secretamente nossas escolhas".

 

O gráfico que aparece na prova de redação é um organograma de dados produzido pelo IBGE com o perfil dos usuários de internet no Brasil em 2016, com detalhes sobre o uso da internet entre homens e mulheres.


 
Ciências humanas
 
O filósofo e teólogo Santo Agostinho também caiu no Enem 2018, com trechos da sua obra "Confissões", assim como um trecho da série literária 'O tempo e o vento', do escritor Érico Veríssimo, inspirando uma questão sobre a Primeira República.

A história da conquista da América e da derrota dos Astecas para os espanhois foi abordada com base em trechos da obra do filósofo búlgaro Tzvetan Todorov chamada "A conquista da América – a questão do outro'.

Outra obra pedida no primeiro dia foi "Elogio da filosofia", escrita por Maurice Merleau-Ponty.

Nas questões de geografia, o Enem exigiu que os candidatos soubessem o motivo pelo qual os ciclones tropicais acontecem com maior frequência no Hemisfério Norte, além de conceitos sobre a dinâmica da hidrologia e conhecimentos sobre a crise hídrica que afetou estados como São Paulo em 2014.

Linguagens

A prova de linguagens teve questões sobre o feminismo e a violência contra a mulher, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, racismo e o Hino Nacional.

O feminismo e a violência contra a mulher apareceu duas vezes na prova. Em um primeiro momento, a questão mostrava o concurso Miss Peru 2018 em que as 23 candidatas se manifestaram contra a violência envolvendo mulheres.

No quadro em que apresentariam suas medidas (altura, peso), as 23 participantes destacaram estimativas de feminicídio, agressões e assédio sexual contra a mulher. O fato foi noticiado na mídia na época que ocorreu. O aluno deveria indicar o que ele identificava como violência contra a mulher no texto apresentado.

Em um segundo momento, o tema apareceu em uma questão que mostrava um cartaz de uma campanha de 2017, feita em Porto Alegre, para divulgar um número de denúncia de violência contra a mulher. A partir deste cartaz, o aluno teria que falar qual o modo interativo que indica o comportamento dos usuários a partir desta campanha.

Os 70 anos da declaração universal dos direitos humanos foi abordado em uma entrevista que citava os objetivos da agenda 2030. O estudante tinha que identificar quais eram estes objetivos.

O racismo foi abordado em um texto sobre a estética de beleza de homens e mulheres negros. O aluno deveria identificar onde estava o racismo naquele contexto.

O Hino Nacional foi usado para cobrar do aluno qual a norma padrão usada em um trecho da letra.

A saúde do trabalhador e o tempo perdido no deslocamento em grandes cidades, conforme a classe social, caiu em uma questão que falava sobre o tempo perdido no trânsito e o impacto na qualidade de vida. Segundo o texto, o trabalhador que passa mais tempo se deslocando tem mais tendência ao sedentarismo.

Fonte: G1



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