O evento foi organizado por civis, sem a participação de partidos
![]() |
Neste domingo (9), o Movimento Liberdade realizou uma manifestação na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) pedindo o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Guilherme Sampaio, responsável por idealizar, organizar e financiar o evento, explicou que o Movimento Liberdade foi registrado no ano passado pelo Space Liberdade, um canal no Twitter/X criado por Keven Oliveira e Samantha Pozzer. A organização do ato também contou com a participação de Marco Antônio Costa, ex-comentarista político da Jovem Pan.
Durante o evento, Marco Antônio discursou para os manifestantes, enfatizando que se tratava de um ato político do povo para o povo, mas destacou que a presença de políticos seria bem-vinda.
– Ou a gente prende os criminosos de Brasília, ou eles prendem a gente e eu não serei calado – disse o jornalista.
O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) esteve presente e discursou emocionado ao agradecer o apoio dos brasileiros ao seu estado, que foi atingido por fortes chuvas que destruíram dezenas de cidades. Ele também citou os presos do 8 de janeiro e lembrou das manifestações que começaram pequenas em 2014 e chegaram a atrair milhões de pessoas em 2016, resultando no impeachment de Dilma Rousseff (PT).
O desembargador Sebastião Coelho também marcou presença no ato político e pediu para o Senado cumprir o seu papel e abrir os pedidos de impeachment contra os ministros do STF.
A manifestação foi convocada nas redes sociais por expoentes bolsonaristas,como os deputados federais Carla Zambelli (PL-SP), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) e Marcel van Hattem (Novo-RS). No entanto, outros nomes de peso, como o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não aderiram ao chamado e sequer manifestaram apoio à mobilização.
Vestindo uma camiseta com os dizeres “impeachment de Alexandre de Moraes já”, Van Hattem subiu no trio elétrico para agradecer a presença dos manifestantes e dizer que o ato deste domingo marcou o “reinício das manifestações cívicas de quem não tem medo”, em referência aos atos de junho de 2013 e aos protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT), entre 2015 e 2016.
“Xandinho”
O deputado gaúcho, ao ouvir grito de “fora, Xandão”, ironizou o apelido dado ao ministro do STF.
“Apesar de eu achar que não é Xandão coisa nenhuma. É Xandinho, porque quem usa do seu poder para abusar dele de forma ilegal, inconstitucional e imoral, é Xandinho, é pequeno, é minúsculo”, disse.
Também esteve presente no ato a pré-candidata à Prefeitura de São Paulo pelo partido Novo, a economista Marina Helena. Assim como seu correligionário Van Hattem, ela também vestia uma camisa pedindo pelo impeachment de Moraes.
(metropoles/newsrondonia)
