
Investigações apontam que o Sindnapi, liderado por Frei Chico, arrecadou R$ 259 milhões em descontos indevidos entre 2019 e 2024
O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), que tem como vice-presidente José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está no centro de uma investigação da Polícia Federal sobre um esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS. Entre 2019 e 2024, a entidade teria arrecadado R$ 259 milhões por meio de cobranças não autorizadas em aposentadorias e pensões.
Frei Chico assumiu o cargo de vice-presidente do Sindnapi em agosto de 2023, após ser indicado por Lula, que solicitou ao então presidente do sindicato, João Batista Inocentini, que o acomodasse na entidade.
As investigações revelam que o Sindnapi não apresentou documentação que comprovasse a autorização dos aposentados para os descontos realizados. Além disso, a entidade teria sido beneficiada por uma regra transitória expedida pelo INSS em junho de 2024, que dispensou a exigência de biometria para a realização dos descontos, mesmo sem apresentar os dados necessários.
Apesar das evidências, a Advocacia-Geral da União (AGU) excluiu o Sindnapi do pedido de bloqueio de recursos feito contra outras entidades envolvidas no esquema. A decisão gerou críticas e levantou questionamentos sobre possíveis favorecimentos.
O escândalo levou à demissão do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT). O governo federal anunciou medidas para ressarcir os aposentados prejudicados e prometeu uma apuração rigorosa dos fatos.
O caso também reacendeu debates sobre a influência de sindicatos no governo e a necessidade de maior transparência e controle sobre os descontos realizados nos benefícios previdenciários. A sociedade aguarda desdobramentos das investigações e a responsabilização dos envolvidos.
Para mais informações sobre o escândalo do INSS e o envolvimento do Sindnapi, assista à reportagem da CNN Brasil: