Sindicato desmente boatos sobre criação de novo tributo para o setor rural em Rondônia



Porto Velho — Diante da disseminação de informações equivocadas nas redes sociais e em grupos de produtores rurais, o Sindicato dos Auditores Fiscais de Tributos de Rondônia (Sindafisco) declarou nesta quinta-feira (22) que não há qualquer proposta de criação de novo imposto para o setor agropecuário no estado.

Segundo a entidade, o Projeto de Lei atualmente em análise na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) não trata da criação de tributos, mas sim da redução da carga tributária para micro e pequenas empresas.

A proposta tem como objetivo simplificar o cálculo do ICMS, que passará a ser feito com base em uma alíquota única, substituindo a sistemática atual, considerada mais complexa e onerosa para os pequenos empreendedores.

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“Trata-se de uma medida responsável, construída com foco no desenvolvimento e na sustentabilidade dos pequenos negócios”, destacou o Sindafisco em nota oficial.

DIFAL não é novo imposto

O Sindafisco também esclareceu que a cobrança do Diferencial de Alíquota do ICMS (DIFAL), mencionada em algumas publicações como um “novo tributo”, já está prevista em lei há muitos anos e não se trata de uma novidade ou de um aumento na carga tributária. O DIFAL incide apenas nas aquisições interestaduais de mercadorias destinadas ao uso, consumo ou revenda no estado de Rondônia.

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“Essa cobrança existe para garantir que parte do imposto permaneça em Rondônia, onde a mercadoria será efetivamente consumida, e não fique integralmente no estado de origem”, explicou a entidade.

O sindicato reforçou que o projeto não cria uma ‘taxação do Agro’, como vem sendo divulgado incorretamente, mas apenas reforça a obrigação tributária já existente para as empresas optantes pelo Simples Nacional quando adquirem produtos de outros estados, destinados à comercialização, produção rural ou industrialização.

Fundo de Combate à Pobreza segue inalterado

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Outro ponto que gerou confusão refere-se ao adicional de 2% do FECOEP (Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza). De acordo com o Sindafisco, é equivocado afirmar que esse adicional está sendo criado ou ampliado.

“Esse adicional já é previsto pela Constituição Federal e pela Lei Estadual nº 688/96. O que se discute no Projeto de Lei é apenas a retirada da cobrança para o serviço de comunicação, por se tratar de um item essencial, e não a sua ampliação ou criação”, frisou o sindicato.

Compromisso com a transparência

O Sindafisco reafirmou o compromisso com a transparência, o equilíbrio fiscal e a manutenção de uma carga tributária justa e responsável. A entidade também elogiou o trabalho da Secretaria de Finanças de Rondônia (SEFIN), destacando a atuação técnica e comprometida da equipe, que, segundo o sindicato, tem atuado sempre com foco no desenvolvimento do estado.

Por fim, a entidade pediu cautela na disseminação de informações sobre o tema. “Não há qualquer medida que implique aumento de impostos para produtores rurais, empresários ou a sociedade rondoniense”, concluiu.

Entenda o que está em discussão:

  • ✅ Não há criação de novo imposto para o setor rural.
  • ✅ O projeto busca reduzir a carga tributária para micro e pequenas empresas.
  • ✅ O DIFAL não é um novo tributo e já existe há anos.
  • ✅ O adicional do FECOEP não será ampliado; discute-se apenas a isenção para serviços de comunicação.

A tramitação do projeto segue na Assembleia Legislativa, que ainda deve realizar novas rodadas de debate antes da votação final.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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