Janja viaja em voo da FAB para consulta médica em São Paulo e diz ter ido “de carona”com ministros do STF



Primeira-dama acompanhou ministros em aeronave oficial; assessoria afirma que não houve custo extra para a União

Redação, 30 de junho de 2025 - A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, viajou para São Paulo em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) para comparecer a uma consulta ginecológica, segundo confirmou sua assessoria nesta segunda-feira (30). A informação gerou repercussão nas redes sociais e reações políticas em Brasília.

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De acordo com a equipe da primeira-dama, Janja “pegou carona” em uma aeronave que já seria utilizada por autoridades do governo, entre elas o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

A assessoria afirmou ainda que a viagem não gerou custos adicionais para os cofres públicos, uma vez que a aeronave já estava destinada ao transporte dos ministros em missão oficial para a capital paulista.

“A primeira-dama viajou a São Paulo para uma consulta ginecológica agendada anteriormente e aproveitou a carona, evitando gastos extras para a União”, informou a nota enviada à imprensa.

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Polêmica e críticas

Apesar da justificativa, a viagem gerou críticas de parlamentares da oposição e de setores da sociedade civil que questionam a utilização de estrutura militar para fins particulares, mesmo que em caráter supostamente não oneroso.

Críticos argumentam que, mesmo sem custo adicional direto, o uso de aeronaves da FAB por familiares do presidente para compromissos pessoais pode ferir o princípio da impessoalidade no serviço público. O episódio reacende discussões sobre a transparência e os critérios para o uso de aviões da Força Aérea, cuja regulamentação prevê prioridade para autoridades em funções de representação oficial.

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Uso de aeronaves da FAB

Conforme as normas da Aeronáutica, voos da FAB podem ser utilizados por autoridades como o presidente, o vice, ministros de Estado e comandantes das Forças Armadas, além de outros casos excepcionais, mediante solicitação justificada. O transporte de familiares deve ser restrito a ocasiões oficiais ou, excepcionalmente, quando não implicar em gasto adicional nem comprometer a missão do voo.

Nos últimos anos, episódios envolvendo o uso de aviões da FAB por familiares de autoridades já causaram embates políticos, sendo tema de pedidos de informação e ações de fiscalização por órgãos de controle.


Fonte: noticiastudoaqui.com



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