Judiciário é a principal ameaça à democracia, diz pesquisa



Pesquisa realizada pela AtlasIntel/Bloomberg foi divulgada nesta terça-feira

Uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (8) aponta o Judiciário brasileiro como a maior ameaça à democracia em meio a dez opções oferecidas.

No centro do noticiário brasileiro – e até internacional – está a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente o tão contestado Alexandre de Moraes.

Para 42,8% dos brasileiros ouvidos por pesquisa, a atual composição do Judiciário representa uma ameaça à democracia do país, dado que vai justamente na contramão das narrativas quase uníssonas dos magistrados da Suprema Corte, que, em tese, justificam suas ações como defesa das instituições democráticas.

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O presidente Lula (PT), que obteve a liberdade do cárcere graças à decisão do ministro Edson Fachin, entendimento que foi referendado pelo plenário da Corte, foi eleito para seu terceiro mandato no Palácio do Planalto em pleito confuso e contestado. Recentemente, o petista declarou que se não recorrer à Suprema Corte, não consegue governar o país.

A declaração do chefe do Executivo agravou ainda mais a crise institucional promovida pela sobreposição do STF sobre os demais Poderes da República.

Para esquentar ainda mais o caso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse recentemente ao mundo, com todas as letras, através de sua rede social, a Truth Social, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é um homem inocente e toda a ofensiva do Judiciário sobre ele é pura perseguição política, no que chamou de “caça às bruxas”.

OUTRAS AMEAÇAS APRESENTADAS NA PESQUISA
Após o Judiciário, aparece justamente o governo federal com o segundo lugar dentre as maiores ameaças à democracia, representado por 38,8% dos entrevistados.

Em seguida, o Congresso Nacional (28,9%), a elite econômica (25%) e a oposição (24,4%). O crime organizado ficou apenas com o sexto lugar (11,9%), e a “mídia” (imprensa) que não goza da confiança de 9,7%.

Já as Forças Armadas ficaram com 5,1%, “potências estrangeiras” com 3,4%, e movimentos sociais (0,6%).

Foram ouvidos 2.621 eleitores de 27 a 30 de junho.

(pleno.news)




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