Trump crava tarifaço no dia 1°: “Prazo não será prorrogado”



“O prazo de 1º de agosto é o prazo de 1° de agosto. Ele continua firme e não será prorrogado. Um grande dia para a América!”, afirmou Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta quarta-feira (30/7) que o tarifaço comercial imposto pelo governo norte-americano a diversos países, entre os quais o Brasil, entrará mesmo em vigor na próxima sexta-feira (1°/8), sem possibilidade de prorrogação.

As declarações de Trump foram dadas em mensagens publicadas em sua própria rede social, a Truth Social, a apenas dois dias do fim do prazo estipulado pela Casa Branca para que os países atingidos pelas tarifas negociem eventual redução das taxas com os EUA.

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“O prazo de 1º de agosto é o prazo de 1° de agosto. Ele continua firme e não será prorrogado. Um grande dia para a América!”, escreveu Trump.

Secretário do Comércio já havia descartado prorrogação

Na véspera, o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, adotou discurso semelhante e voltou a afirmar que o governo Trump não pretende prorrogar o prazo para negociações com outros países sobre as tarifas.

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Segundo Lutnick, que concedeu entrevista à CNBC, é possível que os EUA mantenham negociações com a União Europeia (UE) e a China acerca das tarifas comerciais. “Mas, para o resto do mundo, teremos tudo pronto até sexta-feira”, garantiu o secretário do Comércio norte-americano.

Trump anunciou a aplicação de tarifas extras de 50% sobre todos os produtos exportados pelo Brasil aos norte-americanos. Até o momento, não houve avanço significativo nas negociações entre os governos brasileiro e dos EUA.

Os EUA também instauraram investigação comercial, aberta pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), a pedido de Trump. O governo norte-americano afirma que a análise pretende apurar supostas práticas comerciais desleais do Brasil em relação aos EUA e cita como exemplo as recentes disputas judiciais envolvendo plataformas digitais.

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Produtos podem ficar isentos de tarifas

Na mesma entrevista, Lutnick admitiu que o país pode recuar e decidir isentar alguns produtos “incapazes de crescer em solo americano” das tarifas comerciais anunciadas por Trump.

Entre esses itens, segundo Lutnick, estariam café, cacau, manga, abacaxi e alguns recursos naturais. O secretário do Comércio, um dos aliados mais próximos de Trump, não mencionou os países que poderiam ser beneficiados com a possível isenção.

“Em nossos acordos comerciais, nossa expectativa é que, em relação aos recursos naturais indisponíveis, como uma banana, outras especiarias e raízes, pode não haver tarifa”, afirmou Lutnick.

Ainda de acordo com o secretário do Comércio, se os EUA decidirem não tarifar o café ou o cacau, por exemplo, os países possivelmente beneficiados terão de abrir seus mercados para a soja norte-americana, como contrapartida.

“Por que vocês esperam nos vender café e cacau e não nos deixam vender soja? Parece injusto. Vamos tornar isso justo”, defendeu. O café é um dos principais produtos vendidos pelo agronegócio brasileiro.

(Metropoles)





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