O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, prometeu disponibilizar imediatamente uma escolta para a deputada estadual Martha Rocha, que teve seu carro alvejado por criminosos na manhã deste domingo. Witzel esteve na Delegacia de Homicídios da capital, nesta tarde, para se encontrar com a vítima e reafirmou que ainda é cedo para concluir se o caso foi um atentado ou não. Segundo ele, porém, a linha inicial de investigação adotada pela Polícia Civil será a de uma tentativa de latrocínio.
— Inicialmente, eu quero prestar aqui minha solidariedade à deputada Martha Rocha, delegada da Polícia Civil. Fiquei muito preocupado também por possivelmente ser um atentado a um agente do Estado e nós não podemos deixar impune quem quer que seja que atente contra o estado democrático de direito. Mas nosso secretário Marcus Vinícius (Braga) foi informado que uma linha inicial (de investigação) possivelmente será de uma tentativa de latrocínio, uma vez que há outras ocorrências no local. A polícia vai trabalhar, vai atrás das pessoas que estão executando esses crimes na região — afirmou Witzel, completando: — Em toda hipótese, (Martha Rocha) estará com escolta da Civil.
Em depoimento mais cedo na Divisão de Homicídios, a deputada estadual Martha Rocha contou saber desde novembro ser um dos alvos de um grupo de milicianos que ameaçam autoridades do estado. Ela disse que, na ocasião, solicitou uma reunião com o presidente da Alerj, a qual foi acompanhada pelo presidente interino da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), André Ceciliano. Witzel, no entanto, afirmou não ter conhecimento dessa situação e disse que, se soubesse, teria disponibilizado escoltas imediatamente, assim como feito com o deputado federal Marcelo Freixo, ameaçado de morte.
Witzel ainda parabenizou a ação das polícias civil e militar durante a ocorrência.
— Mais uma vez, a Polícia Civil agiu de forma imediata. Não em razão de ser a deputada Martha Rocha, mas está agindo assim para todo cidadão — afirmou, reforçando seu compromisso em combater o crime no estado: — Não teremos leniência na investigação, contra quem quer que seja do crime organizado. Quando eu digo crime organizado quero dizer os participantes do narcoterrorismo e também os milicianos, que não deixam de ser uma organização terrorista dentro do nosso estado. A polícia vai investigar todos. Meu compromisso não é com bandido, nem com vagabundo. Meu compromisso é com a população.