Moraes autoriza ida de Bolsonaro a hospital para fazer exames



Bolsonaro teve uma crise e bateu a cabeça em um móvel, na terça (6/1), na Superintendência da PF. Há suspeita de traumatismo craniano

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a saída do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da sede da Superintendência da Polícia Federal para o hospital DF Star, em Brasília, nesta quarta-feira (7/1), para a realização de exames.

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O que aconteceu com Bolsonaro

Bolsonaro sofreu queda durante a madrugada dessa terça-feira (6/1). Um médico da Polícia Federal, porém, constatou apenas ferimentos leves e “não identificou a necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, segundo informou a corporação.

A defesa, no entanto, considerou que o ocorrido deveria ser investigado e fez novo pedido de ida ao hospital a Moraes: “O paciente sofreu queda em sua cela, com impacto craniano e suspeita de traumatismo, situação que, diante de seu histórico clínico recente, impõe risco concreto e imediato à sua saúde”.

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Mesmo com a alegação da defesa, o ministro Alexandre de Moraes negou a ida do ex-presidente ao Hospital DF Star. “Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”, disse o magistrado, em decisão.

Em seguida, o ministro determinou que:

  • fosse juntado o laudo médico realizado pela Polícia Federal decorrente do atendimento de Bolsonaro;
  • a defesa indicasse quais os exames entende necessários para que se verifique a possibilidade de realização no sistema penitenciário.
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Logo depois, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) afirmou esperar “bom senso” do ministro Alexandre de Moraes diante da situação de saúde do marido.

Ainda na tarde dessa terça, a defesa do ex-presidente apresentou ao STF laudos assinados pelo médico Brasil Caiado, que atende Bolsonaro. A equipe solicitou os seguintes exames:

  • Tomografia Computadorizada de Crânio;
  • Ressonância Magnética de Crânio;
  • Eletroencefalograma.

Os advogados ainda alegam que os exames “mostram-se essenciais para adequada avaliação neurológica” de Bolsonaro. “Sendo indicada a sua realização em ambiente hospitalar especializado — no Hospital DF Star, onde o paciente vem sendo acompanhado clinicamente —, com o objetivo de afastar risco concreto de agravamento do quadro e prevenir eventuais complicações neurológicas”, pontua a defesa.

O médico Brasil Caiado esteve na PF e examinou o ex-presidente. Segundo ele, Bolsonaro apresenta tontura, apatia e queda da pálpebra.

“Fiz uma última avaliação no presidente agora, ele estava apático, uma leve queda na pálpebra esquerda, com a pressão normalizada e com sinal de tontura. Sem dor. O próximo [passo] é aguardar a liberação [da Justiça] para a realização dos exames e imediatamente nos deslocarmos para o hospital, que está de prontidão para recebê-lo”, disse Caiado.

Em declarações à imprensa, ela relatou preocupação com o estado clínico de Bolsonaro após a queda, que, segundo os médicos, teria provocado traumatismo craniano leve, e criticou a demora para autorização de atendimento hospitalar.

Finalmente, nesta quarta-feira, Moraes autorizou a saída de Bolsonaro para atendimento hospitalar.

Situação jurídica do ex-presidente

Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, por liderar uma organização criminosa que tentou impedir a posse e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ex-presidente já estava preso na PF, por descumprir cautelares, quando a condenação tramitou em julgado e ele começou a cumprir a pena definitiva, em 25 de novembro do ano passado.

Durante o fim do ano, Bolsonaro foi internado no DF Star e passou por procedimentos cirúrgicos para tratar hérnias e soluços. Depois, voltou para a prisão em regime fechado.

(Metropoles)






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