PGR pede arquivamento de inquérito sobre 'dinheiro achado na cueca' que o senador Chico usava no flagrante




A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento parcial do inquérito que investigava o senador Chico Rodrigues (PSB-RR), famoso por ter sido flagrado pela Polícia Federal com dinheiro escondido na cueca durante uma operação em 2020. O pedido foi formalizado em 28 de dezembro de 2025 e voltou a ganhar destaque no início desta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026.

O caso teve origem em uma investigação sobre possíveis desvios de recursos públicos destinados ao combate à pandemia de Covid-19 em Roraima, com a deflagração da Operação Desvid-19. Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em outubro de 2020, agentes federais encontraram mais de R$ 30 mil no interior das roupas íntimas do parlamentar, episódio que rapidamente ganhou grande repercussão na mídia e no meio político.

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No documento enviado ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumenta que não existem elementos suficientes para demonstrar a origem criminosa dos valores apreendidos, requisito essencial para manter acusações como lavagem de dinheiro ou ocultação de patrimônio. Segundo a PGR, a simples descoberta do dinheiro na cueca não comprova, por si só, que tenha havido prática de crime, afastando assim a necessidade de prosseguir com essa parte específica da investigação contra o senador.

O pedido de arquivamento, porém, não encerra todas as frentes investigativas relacionadas ao caso. A PGR também propôs o envio de determinados trechos dos autos à Justiça Federal de Roraima, onde devem ser analisadas outras possíveis irregularidades, como supostas contratações emergenciais com indícios de superfaturamento e peculato envolvendo a empresa Quantum Empreendimentos em Saúde e servidores estaduais.

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A decisão final sobre o arquivamento parcial cabe ao ministro Flávio Dino, relator do inquérito no STF, que avaliará se acolhe ou não as recomendações da PGR. Enquanto isso, o senador nega qualquer envolvimento em práticas ilícitas, afirmando em declarações anteriores que o dinheiro encontrado seria destinado ao pagamento de funcionários e que o escondido teria ocorrido por nervosismo no momento da operação.

O desfecho do episódio nos tribunais pode influenciar o debate político sobre prestação de contas e condutas de autoridades com foro privilegiado, além de reacender discussões sobre transparência e combate à corrupção no Brasil.

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Fonte: noticiastudoaqui.com



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