
A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal do Brasil (RFB), deflagrou nesta terça-feira a nona fase da Operação Overclean, uma grande ofensiva investigativa que mira um suposto esquema criminoso de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro.
A ação ocorre simultaneamente na Bahia e no Distrito Federal, onde nove mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, todos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A medida faz parte de uma fase mais aprofundada da operação que busca desarticular a estrutura financeira e operacional do grupo investigado.
Medidas judiciais
Nesta etapa, o STF determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas envolvidas no caso, com o objetivo de interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para possível reparação aos cofres públicos.
Os investigados poderão responder por diversos crimes graves, entre eles:
- organização criminosa;
- corrupção ativa e passiva;
- peculato;
- fraude em licitações e contratos administrativos;
- lavagem de dinheiro.
A Overclean teve suas fases anteriores marcadas por investigação intensa sobre desvios de recursos públicos através de contratos fraudulentos e superfaturados, envolvendo desde contratos de obras públicas até operações financeiras complexas para ocultar bens e valores ilícitos.
Alvos e impactos
Segundo apuração da imprensa, a operação desta terça-feira atinge políticos e operadores envolvidos no esquema, com destaque para figuras influentes do cenário político nacional — incluindo um deputado federal baiano como um dos alvos das diligências.
As ações têm foco não apenas na coleta de provas, mas também na cerceação de recursos suspeitos, visando enfraquecer a capacidade de ocultação dos investigados e assegurar que possíveis prejuízos aos cofres públicos sejam mitigados por meio do bloqueio judicial de valores.
Histórico e significado
Iniciada em dezembro de 2024, a Operação Overclean foi estruturada para desarticular uma organização criminosa que teria se especializado no desvio de emendas parlamentares e na fraude de processos licitatórios, movimentando recursos públicos de forma ilícita em diversas regiões do país.
Ao longo das fases anteriores, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em múltiplos estados, além de afastamentos cautelares de agentes públicos e outras medidas judiciais destinadas a desmontar a rede de fraude e corrupção.
Repercussão
A nova fase da Overclean não apenas amplia o escopo das investigações, como também sinaliza a continuidade das ações integradas entre órgãos de fiscalização e controle para combater a corrupção e a lavagem de dinheiro no Brasil. A PF, a CGU e a Receita Federal reforçam o compromisso com a transparência pública e com a responsabilização de agentes que atuem em detrimento do patrimônio público.
As investigações seguem sob sigilo judicial, e as autoridades prometem divulgar mais informações conforme a operação progrida e medidas judiciais adicionais sejam adotadas.
Fonte: noticiastudoaqui.com