China compra menos carne em 2025, e o Brasil vende carne para o mercado interno sem derrubar o preço




Em 2025, o mercado global de carnes bovinas passou por mudanças importantes: a China reduziu o volume total de importações, enquanto o Brasil ampliou significativamente suas vendas ao principal parceiro asiático, consolidando sua posição de protagonista no comércio internacional da proteína, segundo informações do Canal Rural.

China reduz compras

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Dados oficiais mostram que, no acumulado de 2025, a China importou cerca de 6,09 milhões de toneladas de carnes, um volume 8,7% menor que em 2024, refletindo uma redução da demanda total do país asiático no comparativo anual.

Apesar desse cenário de retração do mercado chinês como um todo, o Brasil conseguiu ampliar suas vendas de carne bovina ao país. Em 2025, aproximadamente 48% do total exportado pelo Brasil teve destino à China, o que representa 1,68 milhão de toneladas, com receita próxima a US$ 8,9 bilhões — crescimento de 22,8% em relação a 2024.

Principal fornecedor

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Esses números reforçam a posição do Brasil como maior exportador de carne bovina para a China, superando outros concorrentes e mantendo forte presença em um mercado tradicionalmente exigente. Analistas destacam que, apesar da redução geral nas importações chinesas, o produto brasileiro continua com forte aceitação entre os compradores asiáticos pela qualidade e capacidade de escala da produção nacional.

Perspectivas para 2026

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Para o ano que se inicia, entretanto, o cenário é visto com mais cautela. O governo chinês implementou um sistema de cotas para importações de carne bovina, com limites que deverão reduzir o ritmo de compras externas ao longo de 2026. Além disso, cargas que excederem esses limites serão tributadas com taxas adicionais elevadas, o que pode desestimular novos aumentos expressivos nos embarques brasileiros.

Esse novo panorama abre espaço para debates entre produtores, exportadores e entidades setoriais sobre como manter a competitividade do produto brasileiro diante das mudanças nas regras comerciais do principal mercado importador mundial.

Em resumo

A China deu sinais de menor demanda por carne em 2025, mas o Brasil conseguiu, mesmo assim, fortalecer e ampliar sua presença no país asiático — um resultado histórico que mostra o dinamismo do agronegócio brasileiro, embora desafios regulatórios e comerciais ainda estejam no horizonte para 2026.


Fonte: noticiastudoaqui.com



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