Michelle Bolsonaro no centro de polêmica sobre transferência de Jair Bolsonaro



Redação, Porto Velho RO, 16 de janeiro de 2026 - Em Brasília, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a atrair atenção nesta sexta-feira (16) em meio aos desdobramentos da transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o Complexo Penitenciário da Papuda, episódio que alimenta intenso debate político e jurídico no país.

Horas após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ordenar a transferência de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para a chamada “Papudinha”, Michelle voltou a ser pauta por uma série de ações e manifestações públicas.

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Reunião com ministro

Fontes políticas e registros de imprensa revelaram que, na manhã da quinta-feira (15), Michelle se reuniu com Alexandre de Moraes em seu gabinete no STF, em Brasília, poucas horas antes da decisão de transferência do ex-presidente. A conversa teria sido articulada pelo deputado federal Altineu Côrtes (PL-RJ), vice-presidente da Câmara, e teve como principal foco um pedido de prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro — pleito que não foi atendido pelo ministro.

A ex-primeira-dama já havia buscado interlocução na Corte com outro ministro, Gilmar Mendes, em tentativas de tratar da situação do marido e de alegadas necessidades médicas, especialmente após a recente cirurgia dele e preocupações com sua saúde.

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Publicação e manifestação

Na tarde desta sexta, Michelle chegou a publicar uma mensagem em seu perfil nas redes sociais comentando a transferência de Bolsonaro e defendendo a busca pela prisão domiciliar, mas apagou o post poucos minutos depois, surpreendendo aliados e observadores. No texto inicial, ela declarava estar unida às filhas e enteados na luta pelo ex-presidente e contestava narrativas adversas, embora tenha removido trechos mais contundentes antes de repostar uma versão revisada.

Na nova publicação, a ex-primeira-dama destacou que a transferência para a Papuda ofereceria “mais dignidade” e melhores condições ao ex-mandatário — ao mesmo tempo em que reafirmou a intenção de continuar buscando alternativas jurídicas para a concessão de prisão domiciliar.

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Repercussão políticas

A divulgação da reunião com Moraes gerou reação imediata de apoiadores e adversários políticos, que interpretam o encontro como parte de negociações e pressões nos bastidores do processo decisório. Enquanto aliados criticam o que chamam de “julgamento pessoal” e defendem o direito à uma execução penal compatível com a saúde de Bolsonaro, críticos apontam para a atuação política de figuras ligadas ao Partido Liberal em um contexto de forte polarização nacional.

O caso segue sob forte escrutínio da mídia e de setores políticos, com potenciais desdobramentos jurídicos a partir de novas publicações, protestos e documentos que venham a público nos próximos dias.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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