Explicando o uso de tornozeleira: "no Brasil, racismo é crime'; e repercute no mundo



Redação, Porto Velho, 20 de janeiro de 2026 — A advogada e influenciadora Agostina Paez, natural da Argentina, concedeu entrevistas e falou publicamente sobre a polêmica que a colocou no centro de um caso de racismo no Brasil. A turista passou a usar tornozeleira eletrônica e teve o passaporte apreendido por ordem judicial depois de ser acusada de proferir ofensas e gestos racistas contra um funcionário de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Segundo relatos publicados pela imprensa internacional, Paez afirmou que a medida acontece porque “no Brasil, o crime de discriminação e racismo é grave”, destacando que a legislação brasileira trata o assunto com rigor. Ela disse ter agido após uma discussão no estabelecimento sobre um suposto erro na conta, e reconheceu em parte que “não deveria ter reagido assim”.

Continua após a publicidade.

O episódio ocorreu na última quarta-feira (14), quando, de acordo com relatos de testemunhas e imagens que circulam nas redes, a advogada teria dirigido palavras pejorativas ao funcionário e feito gestos ofensivos imitando um macaco, situação que configura crime de injúria racial sob a legislação brasileira.

Após o incidente ser registrado na 11ª DP (Rocinha), a Justiça determinou a retenção do passaporte de Agostina e a instalação de tornozeleira eletrônica como medida cautelar para impedir que ela deixasse o país durante a investigação. A decisão é uma prática prevista no Brasil para monitoramento de suspeitos e evitar fuga do território nacional enquanto o caso é apurado.

Em sua fala à imprensa argentina, a advogada também afirmou estar “com medo” devido às ameaças e insultos que passou a receber online desde que o vídeo viralizou, o que levou à exclusão de suas redes sociais pessoais.

Continua após a publicidade.

O caso reacendeu debates sobre a aplicação das leis antirracismo no Brasil e sobre a atuação de estrangeiros em território nacional diante de delitos dessa natureza. Autoridades policiais seguem investigando o ocorrido para esclarecer todos os detalhes e possíveis desdobramentos judiciais.

Fonte: noticiastudoaqui.com

Continua após a publicidade.


Noticias da Semana

Veja +