
Redação, Porto Velho RO, 21 de janeiro de 2026 – A Esplanada dos Ministérios entra em um período de intensa incerteza política nas próximas semanas, com a possibilidade de até 20 ministros deixarem seus cargos para disputar eleições em outubro deste ano, segundo relatórios de grande imprensa que acompanham o desenrolar da estratégia eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A tendência de desincompatibilização — que ocorre quando ocupantes de cargos executivos se afastam para concorrer a cargos eletivos — é vista tanto como uma tentativa de fortalecer a base política do presidente nos estados, quanto como um desafio administrativo para o governo no seu último ano de mandato antes da reeleição.
Entre os nomes já confirmados ou fortemente cotados para disputar eleições estão ministros licenciado como Gleisi Hoffmann, que deve concorrer ao Senado pelo Paraná após pedido direto de Lula para reforçar a sigla no Congresso. Sua saída, no entanto, deixa em aberto a condução da articulação política do governo com o Congresso, função chave em tempo de polarização e disputas duras nas casas legislativas.
Até abril — prazo legal previsto para desincompatibilizações antes do início oficial da campanha — ministros com mandato ou intenção de disputar reeleição ou novos cargos deverão deixar a Esplanada, abrindo espaço para reorganizações internas ou nomeações interinas. Nomes como Rui Costa (Casa Civil), que pode concorrer ao Senado ou ao governo da Bahia, e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação), que deve se afastar para comandar a campanha de Lula, estão entre aqueles que podem marcar essa transição.
A possível debandada preocupa membros do próprio governo e aliados, que veem no processo eleitoral a necessidade de manter coerência entre administração federal e estratégia de campanha, ao mesmo tempo em que evitam um vácuo de poder em áreas estratégicas da gestão.
Analistas políticos destacam que essa reorganização pode refletir tanto o fortalecimento da base de apoio de Lula regionalmente quanto um risco de fragilização do governo na Esplanada, especialmente em pastas que coordenam agendas sensíveis, como articulação política, Casa Civil e comunicação.
Especialistas também avaliam que a configuração partidária do Executivo — que hoje inclui 38 ministérios com representantes de diversas siglas aliadas — pode ganhar contornos ainda mais complexos com as saídas programadas, exigindo negociações intensas para recompor a base e evitar conflitos no processo legislativo que antecede a eleição.
À medida que o país se aproxima do início formal da campanha eleitoral, o governo Lula terá de equilibrar a necessidade de manter a máquina administrativa funcionando com a pressão por resultados políticos que garantam apoio em regiões estratégicas, enfrentando um ciclo turbulento de substituições e articulações partidárias.
Fonte: noticiastudoaqui.com