A barragem da Mina do Feijão, situada em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, se rompeu no fim da manhã desta sexta-feira. Segundo o governo de Minas Gerais há ao menos sete vítimas fatais da tragédia. Além disso, são cerca de 150 pessoas desaparecidas.
A unidade pertence à mineradora Vale. "Havia empregados na área administrativa, que foi atingida pelos rejeitos", informou, em nota, a empresa
De acordo com o Corpo de Bombeiros, havia funcionários da empresa no refeitório da companhia, que tinha capacidade para atender até 200 pessoas.Ao menos 30 conseguiram sair correndo e teriam escapado da correnteza de lama. A equipe do jornal O TEMPO está na região e gravou, via helicóptero, imagens que dão ideia da dimensão da tragédia.
Cinco vítimas foram encaminhadas para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, sendo dois homens de 55 anos e três mulheres de 15,22 e 43 anos.
O hospital Risoleta Neves, também em BH, solicitou que todos os pacientes aptos a serem liberados tenham alta médica para que vítimas da tragédia sejam encaminhadas para a unidade.
Hélicopteros dos bombeiros e viaturas estão no local em busca de possíveis vítimas. Moradores de alguns bairros da cidade tiveram que deixar suas casas por causa dos riscos. Prefeituras de cidades próximas emitiram alerta para o risco de elevação do rio Paraopeba, que fica próximo ao local do deastre.
O Museu Inhotim foi fechado. O espaço estará impedido para visitação pelo menos até domingo, diz a direção da unidade.
Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), uma equipe do núcleo de emergencial ambiental está a caminho para apurar as informações.
A Vale admitiu que os rejeitos da barragem atingiram um vilarejo da cidade e que a prioridade agora é resgatar as vítimas.
"As primeiras informações indicam que os rejeitos atingiram a área administrativa da companhia e parte da comunidade da vila Ferteco. Ainda não há confirmação se há feridos no local", diz a empresa em nota.
O governo de Minas Gerais criou uma força-tarefa e um gabinete de crise para atuar no rompimento da Barragem Mina do Feijão. O coordenador nacional de Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, se desloca com uma equipe para ajudar nos trabalhos.
A barragem
De acordo com o site da Vale há duas barragens com o nome Mina do Feijão, uma delas tem cerca de 1 milhão de metros cúbicos e a outra aproximadamente 290 mil metros cúbicos e é utilizada para a contenção de sedimentos e clarificação do efluente final.
Em 2015 barragem da Vale também se rompeu
Em novembro de 2015 duas barragens se romperam na cidade de Mariana, na região Central de Minas, e deixaram 19 pessoas mortas e causaram o maior desastre ambiental do Estado. O rejeito tomou conta do Rio Doce e afetou cidades até do Espírito Santo.
Visualizar esta foto no Instagram.Fotos de antes e depois mostram devastação em barragem de Brumadinho #otempo www.otempo.com.br
Uma força-tarefa do Estado de Minas Gerais já está no local do rompimento da barragem em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para acompanhar e tomar as primeiras medidas.
O Corpo de Bombeiros por meio do Batalhão de Emergências Ambientais, e a Defesa Civil também já estão no local da ocorrência trabalhando e há dois helicópteros sobrevoando a região.
O Governo de Minas Gerais já designou a formação de um gabinete estratégico de crise para acompanhar de perto as ações. Assim que houver mais informações, o Governo de Minas Gerais emitirá novos comunicado.