
A Polícia Federal prendeu na noite de terça-feira (3) dois irmãos que teriam retirado de dentro do apartamento de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente da Rioprevidência, documentos e equipamentos de interesse da investigação que apura fraudes no sistema financeiro nacional, o que caracteriza crime de obstrução de Justiça. Deivis também foi preso nesta terça.
Nas últimas semanas, a PF observou um entra e sai do apartamento de Deivis. Em 23 de janeiro, ele foi alvo de uma ordem de busca e apreensão que não pôde ser cumprida em sua residência, já que ele estava nos Estados Unidos. Era a primeira fase da Operação Barco de Papel.
O mandado aguardava o retorno de Deivis para cumprimento das buscas e a intenção de ouvi-lo sobre o investimento de quase R$ 1 bilhão que a Rioprevidência, o fundo único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, fez no Banco Master.
Segundo fontes da PF, assim que soube que era investigado, Deivis teria marcado a viagem para os EUA e solicitado a retirada de documentos do apartamento, no dia 15 de janeiro, antes da deflagração da operação. Ele também era investigado pela Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro e pelo Tribunal de Contas do estado.