
Redação, Porto Velho RO, 05 de fevereiro de 2026 — O Ministério Público de Rondônia apresentou nesta semana uma denúncia contra um grupo de empresas e pessoas físicas suspeitas de utilizar frigoríficos como meio para sonegar impostos, causando um prejuízo estimado em R$ 439 milhões aos cofres públicos do estado.
Segundo as informações apuradas, a denúncia faz parte de um trabalho de investigação conduzido por promotores e auditores especializados em crimes contra a ordem tributária. As autoridades levantaram indícios de que o grupo responsável teria omitido o recolhimento de tributos devidos, além de utilizar práticas contábeis e societárias fraudulentas para dissimular sua real situação fiscal.
Esses esquemas normalmente envolvem a emissão irregular de notas fiscais, a criação de empresas “de fachada” e a utilização de laranjas — pessoas que figuram como sócios ou administradores apenas no papel — para dificultar a identificação dos reais beneficiários. Tais artifícios impedem que o fisco estadual rastreie e cobre corretamente os valores devidos.
O prejuízo causado pela sonegação não se limita à perda direta de receita. Esses recursos deixados de ser arrecadados teriam impacto no financiamento de serviços públicos essenciais como saúde, segurança e educação, áreas que dependem diretamente da arrecadação tributária local.
A denúncia foi apresentada à Justiça e agora segue em tramitação no sistema judicial. Dependendo da análise do juiz responsável, o caso pode evoluir para o recebimento da ação penal, com eventuais pedidos de bloqueio de bens, quebra de sigilos e outros mecanismos legais para assegurar que os valores reclamados retornem aos cofres públicos.
Procuradores envolvidos afirmaram que casos como esse demonstram a necessidade de intensificar a fiscalização sobre setores que movimentam grande volume financeiro, como o agronegócio e a cadeia da carne, onde práticas de sonegação podem mais facilmente passar despercebidas sem uma atuação integrada de fiscalização tributária.
Fonte: noticiastudoaqui.com