Após 3 anos em queda, país cria 529 mil vagas de emprego formal em 2018



O país criou 529.554 novas vagas de trabalho com carteira assinada em 2018. É o 1º resultado positivo depois de 3 anos consecutivos de queda no mercado formal.

O número é resultado de 15.384.283 admissões no período, contra 14.854.729 desligamentos. As informações do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) foram divulgadas pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia nesta 4ª feira (23.jan.2019).

De acordo com os dados revisados, em 2015, 1,5 milhão de vagas foram fechadas. Em 2016, o resultado ficou negativo em 1,3 milhão e, em 2017, em 11,9 mil.

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Os números do ano passado são os melhores desde 2013, quando 1,1 milhão de novos postos foram registrados.

13,5% DAS VAGAS VIA TRABALHO INTERMITENTE OU PARCIAL

Em 2018, foram registradas 69.984 admissões e 19.951 desligamentos por meio do chamado trabalho intermitente. O saldo, portanto, ficou em 50.033. O valor corresponde a 9,4% do total de vagas criadas.

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Criada em 2017 por meio da reforma trabalhista, a modalidade permite jornada em dias alternados ou horas determinadas. O funcionário recebe pelo período trabalhado.

Na modalidade de trabalho parcial, foram 68.925 admissões e 47.551 desligamentos. O saldo, portanto, foi de 21.374 vagas. O regime permite jornadas de até 26 horas semanais mais 6 horas extras ou 30 horas semanais.

Juntas, as modalidades foram responsáveis por 71.407 das vagas criadas no ano. O número corresponde a 13,5% do total.

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De acordo com o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho,  o governo de Jair Bolsonaro pretende acentuar “as conquistas estabelecidas pela reforma trabalhista” e retirar ainda mais a “tutela do Estado sobre a relação entre público e privado”.

SALDO POR SETOR

Em 2018, 7 das 8 atividades analisadas terminaram o ano com 1 saldo positivo para criação de vagas. Os destaques positivos são serviços, comércio e construção civil.

Eis os resultados por setor:

  • serviços: 398.603;
  • comércio: 102.007;
  • construção civil: 17.957;
  • serviços industriais de utilidade pública: 7.849;
  • agropecuária, extração vegetal, caça e pesca: 3.245;
  • indústria de transformação: 2.610;
  • extrativa mineral: 1.473;
  • administração pública: -4.190.

POR REGIÃO

No recorte geográfico, todas as 5 regiões apresentaram saldo de emprego positivo no ano:

  • Sudeste: 251.706;
  • Sul: 102.223;
  • Nordeste: 80.693;
  • Centro-Oeste: 66.825;
  • Norte: 28.161.

DEZEMBRO 

No último mês do ano, o mercado de trabalho formal registrou saldo negativo de 334.462.

Dezembro é, tradicionalmente, 1 mês de corte de vagas de emprego formais. O resultado de 2018, no entanto, é pior do que o registrado no mesmo período do ano anterior, negativo em 328.539.

SALÁRIO MÉDIO

O salário médio de admissão no último mês do ano foi de R$ 1.531, alta real de 0,21% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O salário de desligamento foi de R$ 1.729, queda real de 1,39% nessa base de comparação.



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