Flávio defendeu designação de facções como grupos terroristas, mas admitiu que Trump não avançou com assunto a pedido de Lula
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) se encontrou nesta quarta-feira (27) com o vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, e com o secretário de Estado do país, Marco Rubio, durante sua viagem a Washington.
Nas redes sociais, Flávio publicou uma foto ao lado de Rubio com a legenda: "Seguimos fortalecendo relações internacionais, defendendo a liberdade, a democracia e os valores que unem milhões de brasileiros e americanos".
Segundo o pré-candidato do PL à Presidência, o vice-presidente dos Estados Unidos teria perguntado sobre liberdade de expressão e de imprensa no Brasil.
"Foi uma preocupação dele, partindo dele, é o perfil dele. Desde que ele se elegeu vice-presidente. Inclusive, eu lembro no primeiro discurso dele na Europa, foi tratando dessa forma", afirmou. "A gente apenas atualizou que o governo Lula tinha acabado de publicar dois decretos, que obviamente eram ameaça à liberdade de expressão, o que nos preocupava muito."
Flávio afirmou que o encontro com Marco Rubio durou cerca de 30 minutos. Ainda segundo o senador, seus encontros com o governo de Donald Trump são prova de que os Estados Unidos estão preocupados "com o que tá acontecendo no Brasil, com os rumos que o país tá tomando, mas obviamente, sem se comprometer".
Questionado pela CNN Brasil por que a Casa Branca não se manifestou sobre seu encontro com Trump na véspera, Flavio respondeu: "Olha, eu não sei. Eu sei que eu estou muito honrado de, como senador da República, um pré-candidato à Presidência da República, ser recebido pelas mais altas autoridades da maior democracia do mundo".
Segundo o senador, Trump também decidiu não designar as facções criminosas do Brasil como grupos terroristas a pedido de Lula. "Acho que [foi] em função disso, mas nós pudemos ali externar a importância de que isso acontecesse, porque infelizmente viraram organizações com tentáculos pra fora das fronteiras do Brasil, incluindo Europa, Estados Unidos, e eles têm a consciência disso."
Integrantes do governo Lula já afirmaram anteriormente que a classicação de facções criminosas como grupos terroristas é uma "plantação" do bolsonarismo, assim como a pressão pelo tarifaço em 2025. Confrontado com a alegação, Flavio não respondeu diretamente, mas disse que Lula não liga para segurança pública e por isso "houve essa intenção de um trabalho em conjunto com os Estados Unidos a partir do ano que vem".
(CNN Brasil)