Ao acatar novo pedido contra o filho do presidente em vez de redirecionar a apuração a André Mendonça — relator prevento dos casos sobre o INSS —, magistrado atrai questionamentos sobre imparcialidade e cumprimento de regras da Corte.
Redação, Porto Velho RO, 04 de agosto de 2026 - A recentíssima decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em autorizar a abertura de mais um procedimento investigatório contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, recolocou o Judiciário no centro de uma intensa controvérsia política e regimental. Na mesma deliberação, acatando a pleitos da Polícia Federal e da defesa do empresário, o magistrado instaurou uma quarta apuração paralela para apurar supostos vazamentos de dados sigilosos do caso.
A atuação de Dino, contudo, passa a ser duramente criticada por setores jurídicos e de oposição, que apontam um desvio nas normas de distribuição e prevenção do próprio Supremo. Pela regra regimental, a matéria deveria ter sido remetida ao ministro André Mendonça. É Mendonça quem já conduz, por prevenção e sorteio prévio, os dois primeiros inquéritos que apuram o suposto esquema de tráfico de influência, fraudes contra aposentados do INSS e transações com estatais como a Dataprev envolvendo Lulinha e operadores do setor.

Críticos sustentam que, ao reter o quarto inquérito sob sua alçada e despachar no mesmo dia medidas de interesse direto da defesa do investigado, Flávio Dino indica estar atuando em uma espécie de "missão de proteção" ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem serviu como ministro da Justiça e por quem foi indicado à Corte. A manobra reforça a percepção de que a atitude não visa o aprofundamento das suspeitas de corrupção, mas sim o controle do ritmo processual e o esvaziamento das apurações conduzidas sob a relatoria de Mendonça.
Enquanto os inquéritos conduzidos por André Mendonça buscam rastrear o fluxo financeiro e possíveis ilícitos praticados em detrimento do patrimônio público e de aposentados, a postura concentradora de Dino atrai desconfiança e gera dúvidas sobre a imparcialidade do processo. Para observadores do cenário de Brasília, a quebra das diretrizes de prevenção do STF em favor de um ministro alinhado ao Palácio do Planalto compromete a previsibilidade das normas internas da Corte e amplia as suspeitas de blindagem política em benefício da família presidencial.
Fonte: noticiastudoaqui.com