Sucesso de colégios militares no Ideb reacende debate sobre educação militante da esquerda no ensino



PORTO VELHO (RO) — Os recentes indicadores do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) voltaram a colocar o modelo de gestão militarizada no centro dos holofotes pedagógicos e políticos no país. Em Rondônia, as unidades do Colégio Tiradentes da Polícia Militar (CTPM) obtiveram desempenho substancialmente superior à média da rede estadual regular. Na Unidade I, localizada em Porto Velho, a instituição alcançou nota 6,8 nos anos iniciais e 6,1 nos anos finais do Ensino Fundamental, além de 5,4 no Ensino Médio — etapa em que a média de toda a rede estadual rondoniense ficou em 4,2. Os dados ratificam uma tendência nacional de alta performance dessas instituições no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Contudo, a expansão do formato — que alia rigor disciplinar, valores institucionais e cooperação entre forças de segurança e secretarias de educação — atrita frontalmente com o campo ideológico da esquerda e com partidos do espectro progressista. Siglas como PT, PSOL e PCdoB, além de entidades sindicais de docentes, mantêm posição histórica e irredutível contra a presença de militares no ambiente escolar, concentrando as maiores críticas na oferta do modelo para os anos do Ensino Fundamental.

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Para os opositores, o emprego da disciplina ostensiva na infância e no início da adolescência representa uma intervenção indevida da lógica de segurança pública sobre as diretrizes pedagógicas tradicionais. Setores alinhados à esquerda argumentam que a militarização desvirtua o papel formador da escola ao impor padrões rígidos de conduta e hierarquia em detrimento do pensamento crítico, da pluralidade e da autonomia individual durante o desenvolvimento cognitivo. Há também o questionamento de que a concentração de recursos financeiros e a seleção de alunos criam distorções estruturais que explicariam o desempenho elevado, em oposição a uma suposta eficácia inerente do método.

Por outro lado, defensores do modelo e gestores estaduais atribuem os elevados índices do Ideb ao ambiente de estabilidade, à baixa taxa de evasão e ao envolvimento direto das famílias no cotidiano acadêmico. Em Rondônia, comandos da Polícia Militar e a Secretaria de Estado da Educação apontam que o alinhamento pedagógico associado à organização administrativa proporciona aos estudantes condições estruturadas de aprendizado em matemática e língua portuguesa.

À medida que o Ministério da Educação (MEC) divulga novas medições e ratifica o patamar elevado dos colégios militares, o embate ganha novos contornos legislativos e jurídicos. De um lado, a aprovação da comunidade escolar impulsiona governos estaduais a ampliar a oferta de vagas; de outro, o bloco progressista articula ações para conter o avanço do formato no Ensino Fundamental, sustentando que a prioridade do Estado deve ser o fortalecimento e o financiamento da escola pública civil universal.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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