
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido de assistência odontológica apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro, mas impôs restrições rigorosas à execução do procedimento. A decisão autoriza a realização do tratamento dentário sob supervisão de segurança, veto ao atendimento por familiares e obrigatoriedade de escolta militar.
Apesar de o ex-presidente cumprir prisão domiciliar, o magistrado reforçou que ele continua sob a custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, local popularmente conhecido como "Papudinha", onde esteve detido anteriormente. Por essa razão, os protocolos de segurança do estabelecimento prisional permanecem vigentes e aplicáveis a qualquer deslocamento ou procedimento médico externo.
Restrições e local do procedimento
Um dos pontos centrais da decisão do STF foi o indeferimento do pedido para que o procedimento fosse realizado por Fernanda Bolsonaro, dentista e esposa do senador Flávio Bolsonaro. Moraes acolheu o parecer do Núcleo de Custódia do batalhão, que recomendou que o atendimento ocorra exclusivamente no Centro Médico da Polícia Militar por questões de segurança e logísticas.
Para conter riscos de aglomerações, manifestações ou eventuais falhas na segurança do ex-presidente, a data do procedimento será mantida sob sigilo total. O STF estabeleceu ainda que qualquer vazamento de informações referentes ao dia, horário ou local do transporte poderá culminar no cancelamento imediato da autorização.
Fonte: noticiastudoaqui.com