A ausência de um limite para o autofinanciamento de campanhas eleitorais, aliada à proibição das doações empresariais, aumentou a influência de políticos ricos na definição das candidaturas majoritárias. Pelas regras atuais, todas as despesas, desde que não ultrapassem o teto definido para o cargo pleiteado, poderão ser pagas pelo próprio candidato.
Com os partidos obrigados a fazer conta para custear campanhas, dirigentes admitem que políticos com maior patrimônio pessoal tornaram-se ativos eleitorais. Em alguns casos, a capacidade de se autofinanciar virou condição decisiva para a montagem dos palanques regionais.
Ao menos três pré-candidatos têm fortuna superior a R$ 100 milhões, como João Doria (PSDB), Henrique Meirelles (PSD) e o empresário Flavio Rocha, da Riachuelo, que na semana passada confirmou a intenção de se candidatar à Presidência.
PT, PDT, PSOL e PCdoB questionam no STF a resolução do TSE sobre autofinanciamento. O argumento é de que a regra afeta o equilíbrio da disputa. Para o cientista político Marco Antonio Teixeira, é preciso haver isonomia.
O ESTADO DE S. PAULO