Não é verdade que Confúcio Moura endividou o Estado; Cassol mente



PORTO VELHO - Primeiro porque a dívida é de 1998, portanto, não é do do governo Confúcio Moura iniciado em 2011 e terminado em 6 de abril de 2018. Segundo porque a dívida está suspensa não por acaso do senador Ivo Cassol. A dívida foi suspensa desde 2014 por conta das alagações no rio Madeira. “De lá para vai cá, a dívida subiu, por óbvio. Mas não tanto”. A informação partiu do ex-Chefe da Casa Civil, Emerson Castro que afirmou: “Ivo Cassol mentiu”.

Em pronunciamento no plenário nesta terça-feira (17), Ivo Cassol (PP-RO) fez duras críticas à gestão do ex-governador de Rondônia, Confúcio Moura, durante os dois mandatos de 2011 a 2018. O senador acusou Confúcio de “quebrar o estado” ao deixar o governo com uma “dívida impagável”.

Cassol citou documentos da Secretaria de Finanças do estado que apontam dívida assumida de quase R$ 8 bilhões com o Banco Beron, a ser paga até 2048. O débito total projetado pela Secretária do Tesouro Nacional deve chegar a R$ 19 bilhões.

O senador ainda criticou os diversos empréstimos feitos pelo ex-governador junto à União, ao BNDES, ao Banco do Brasil, e à Caixa Econômica, além de um refinanciamento. O valor somado é de mais de R$ 1 bilhão que, segundo Cassol, não foram investidos no estado, nem mesmo para fazer pontes de concreto em substituição às de madeira nos municípios do interior.

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De acordo com Emerson Castro, a dívida pública de Rondônia foi reestruturada numa operação ofertada à todos os estados. “E nós aproveitamos”, disse ele ao Mais RO.
“O indexador da Dívida Pública de Rondônia passou de IGPDI+ 6% a.a. para IPCA ou SELIC (o que for menor) +4% a.a.  Também alongamos em mais 20 anos, de forma que se voltássemos a pagar e vamos voltar assim que o processo no STF for pautado, no valor de R$ 25 milhões e no aditivo contratual proposto por lei, voltaremos a pagar em torno de R$ 13 milhões. O senador não sabe o que está falando ou está mentindo”, disse Castro. “Nós reduzimos o indexador da dívida e fizemos um trabalho de levantamento de dados e documentos que comprovarão, através de processo administrativo, que tanto a intervenção no BERON, como a forma da composição da dívida foram , no mínimo, irregulares.
Esse trabalho feito na sefin e na contabilidade do estado, comprovará sem duvidas, que essa dívida não devia existir mais. Mas claro que é uma batalha que precisa também de apoio político, esse é que devia ser o papel do senador, em vez de distorcer os fatos”, complementou o ex-Chefe da Casa Civil.

Para mostrar que Cassol está mentindo, Rondônia é considerado hoje um dos estados mais sólidos economicamente, uma matéria do The Economist e o gráfico abaixo.

The Economist: Rondônia tem a 4º melhor solidez fiscal do Brasil

Uma pesquisa técnica realizada pelo The Economist em conjunto com a Tendências Consultoria Integrada e divulgada no Ranking de Competitividade dos Estados feito pelo Centro de Liderança Pública – CLP constatou que Rondônia está em 4º lugar dentre os Estados com maior solidez fiscal. Ou seja, Rondônia é um dos únicos Estados que possuem Autonomia Fiscal acima da média nacional, com capacidade de manter investimentos, pagar os salários, fornecedores e demais obrigações em dia.

Além disso, Rondônia está em em 1º lugar quando o assunto é o sucesso da Execução Orçamentária, obtendo nota máxima neste quesito. Isto é resultado da boa gestão financeira do governo Confúcio Moura, cujo trabalho do ex-secretário de Finanças, Wagner Garcia, colaborou grandemente para que Rondônia obtivesse este resultado.

Rondônia segue, pois, com saúde financeira inabalável e está tornando-se um Estado cada vez mais competitivo, tendo subido 5 posições no ranking entre 2016 e 2017, saltando de 22º para 17º Estado mais competitivo do Brasil.

Fonte: http://www.rankingdecompetitividade.org.br/indicador/solidez-fiscal/ro

 
 

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