Aras abre apuração para avaliar se Bolsonaro cometeu irregularidades ao criticar urnas



 

O procurador-geral da República (PGR), Augusto Auras, determinou a abertura de uma apuração preliminar contra o presidente Jair Bolsonaro. A informação foi repassada ao Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira 16, que pediu à PGR para se manifestar sobre ação movida pelo PT.

A finalidade é averiguar se o chefe do Executivo cometeu crimes ao levantar dúvidas sobre a segurança das urnas eletrônicas. O PGR, então, vai dizer se um inquérito será necessário. Em 29 de julho, Bolsonaro fez uma live apresentando indícios de que os equipamentos não são 100% seguros.

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Tudo começou depois de a ministra do STF Cármen Lúcia acolher pedido do PT, com a finalidade de pressionar Bolsonaro. A juíza da Corte deu 48 horas para Aras se manifestar no caso que “exige prioridade”, segundo ela.

Especialistas levantam dúvidas sobre o software das urnas

Amílcar Brunazo, engenheiro especialista em segurança de dados e voto eletrônico, afirmou que a confiabilidade das urnas eleitorais é duvidosa. De acordo com ele, o equipamento pode ser objeto de fraude. “O software é desenvolvido no TSE seis meses antes das eleições, compilado com 15 dias de antecedência, transmitido por internet pelos tribunais regionais e por cartórios e gravado num flashcard”, explicou Brunazo, durante audiência pública em comissão especial da Câmara dos Deputados.

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“A equipe do professor Diego Aranha, dentro do TSE, mostrou ser possível pegar esse cartão, inserir nele um código espúrio, que não foi feito pelo TSE, e colocar na urna eletrônica”, salientou o especialista, ao mencionar que os brasileiros acabam tendo de confiar no servidor que vai pôr o dispositivo na máquina. “Muitas vezes é um profissional terceirizado. Realmente, o processo eleitoral brasileiro depende da confiança de todos os funcionários envolvidos. Isso é um equívoco”, lamentou Brunazo.

Carlos Rocha, engenheiro formado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica e CEO da Samurai Digital Transformation, defende a descentralização de poderes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo ele, a democracia brasileira não pode continuar a depender de um pequeno grupo de técnicos do TSE, que têm o controle absoluto sobre o sistema eletrônico de votação, de todos os códigos e chaves de criptografia.

(revistaoeste)

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