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Com as mudanças que já começam a se concretizar em alguns partidos, como o PSL, por exemplo, os conflitos internos certamente vão aparecer com mais força. No caso do partido agora sob o comando regional do governador Marcos Rocha, pelo menos dois ex-aliados e hoje adversários duríssimos, certamente ficarão sem espaço dentro da sigla. Qual o caminho que seguirá, por exemplo, o pré-candidato ao Senado pelo partido, o empresário do agronegócio Jaime Bagattoli? E outro, agora inimigo político de Rocha, o deputado federal Coronel Chrisóstomo?
Bagattoli e Chrisóstomo uniram forças para combater o governador, que, aliás, foi eleito com o apoio deles. Ambos queriam ter espaços importantes na administração estadual, mas não conseguiram. O que se fala é que Bagattoli queria ter forte ingerência na área da Secretaria da Fazenda, a Sefin. E o deputado Coronel queria um pacote de nomeações para aliados seu ocuparem cargos no Estado. Ambos nada conseguiram e o racha, depois de tentativas em vão de reaproximação, se tornou público. O governador rondoniense e seu grupo comeram o arroz fervendo pelas beiradas, trabalharam nos bastidores e ressurgiram com mais poder do que já tinham, dentro da sigla. Como ficarão os adversários internos, a partir de agora? Ninguém sabe, mas como a política é a arte de engolir sapos e de nuvens que se mexem a todo o momento, tudo pode acontecer. Até uma reaproximação, hoje impensável!
Outra dúvida no contexto das próximas eleições, se relaciona com apoios, porque as coligações foram proibidas, mesmo o Senado tendo aprovado o aleijume de projeto da reforma eleitoral para a próxima eleição, inclusive mantendo a absurda quarentena para magistrados e policiais.
O governador rondoniense vem conversando com vários partidos, como o Patriotas (esteve muito perto de ingressar nele), liderado pelo deputado Marcelo Cruz, o Avante sob o comando de outro deputado estadual, Jair Montes que tem, na presidência municipal em Porto Velho, o advogado Breno Mendes, virtual candidato do partido a uma vaga na Câmara Federal.
Já o PRB de Alex Redano, que deve assumir a presidência regional da sigla no próximo dia 6 de outubro, por exemplo, também está muito próximo de Rocha. A sigla, que tem entre outros nomes muito fortes o do Lindomar Garçon, candidatíssimo a mais um mandato na Câmara Federal, é uma das que mais cresce no Estado.
Garçon, aliás, é o atual presidente regional, mas abriu mão para o presidente da Assembleia. Mas ficará como secretário-geral do PRB. Rocha e seu grupo tentam também se aproximar de outras siglas, mas, por enquanto, nada está oficialmente fechado. Não haverá coligações, mas as parcerias para a campanha poderão ser decisivas.
Fonte e edição: noticiastudoaqui.com
Autor: Sérgio Pires
