|
|
|
- Estou sendo intimado, pela Justiça de Rondônia, a comparecer a uma audiência de conciliação, em Porto Velho, movida contra mim pelo governador de Rondônia, declarou à audiência do programa da Jovem Pan ‘Os pingos nos is’, o jornalista Augusto Nunes, que comanda a bancada.
E completou:
- Eu não vou! Pode processar. Eu não minto, falo baseado em fatos e documentos.
Nunes interrompeu a programação de quarta-feira, dia 3, para fazer este anúncio ao público, inclusive afirmando não lembrar que era Marcos Rocha. Só depois, ao ler a citação, viu se tratar do governador de Rondônia e não o jogador de futebol.
Veja o vídeo a seguir com o trecho do Pingo Nos Is:
A origem
É quase certo que a ação do governador contra o jornalista renomado, tenha origem em artigo assinado e publicado no portal de notícias R7 sob o título “Cafajestes no poder”, em 27 de janeiro deste ano de 2021.
No artigo, Augusto Nunes discorre sobre o momento em que Rondônia teve o sistema de saúde colapsado e o governo do estado emitiu pedido de SOS, às outras unidades da federação, pedindo que recebessem os doentes daqui.
No texto, Nunes diz que ‘os governantes de Rondônia decidiram resolver o problema (da falta de leitos) percorrendo a trilha da bandidagem’. E informa que o Ministério da Saúde cobra explicações para o desvio de 8.805 doses de vacina contra a Covid-19.
Veja, a seguir, o texto completo de Augusto Nunes.
CAFAJESTES NO PODER - Governo de Rondônia desvia vacinas, frauda relatórios e exporta doentes

Marcos Rocha, governador de Rondônia
Confrontados com a escassez de leitos de UTI, acossados pelo recrudescimento da pandemia, os governantes de Rondônia decidiram contornar o problema percorrendo a trilha da bandidagem. Entre outras delinquências, desde o começo de dezembro os relatórios diários sobre os estragos causados pelo vírus chinês reduziram sistematicamente o número real de portadores de COVID-19 internados nos hospitais.
A conta da fraude chegou no último fim de semana, quando foi escancarado o colapso do sistema estadual de atendimento à saúde, em frangalhos sobretudo na capital, Porto Velho. No sábado, o governador Marcos Rocha (PSL) atribuiu à falta de médicos o patético pedido de socorro: ele e o secretário da Saúde imploraram ao restante do país que recebesse os doentes sem leito.
No domingo, 15 deles foram transferidos para o Paraná. No mesmo dia, o Ministério da Saúde cobrou do governo de Rondônia explicações para o desvio de 8.805 doses de vacina contra a COVID enviadas pelo governo federal. Nesta terça-feira, enfim, comprovou-se que os relatórios fraudulentos pretendiam driblar o decreto de isolamento, que obrigaria o governador Marcos Rocha a adotar medidas mais duras no duelo com o coronavírus.
O presidente Tancredo Neves dizia que a esperteza, quando é muita, fica grande e come o dono. Os caciques de Rondônia, aparentemente, ainda não sabem disso. Terão tempo de sobra para aprender a lição se a justiça presenteá-los com merecidíssimas temporadas na cadeia.
Augusto Nunes | Do R7 - 27/01/2021, 08h29
Fonte: noticiastudoaqui.com
Grifos e destaques foram feitos por nós
