Há três meses das eleições de outubro, ninguém, nem mesmo os partidos, sabem quem serão os candidatos às duas vagas de Rondônia no Senado da República. Única exceção é o MDB que tem um candidato nato: Valdir Raupp que está completando um mandato de 8 anos. Muito diferente das eleições do passado que, um ano antes, já se sabia quem eram os candidatos de cada partido, pois eles já estravam em campanha pedindo o voto do eleitor.
Mas as coisas mudaram tanto que chegamos às portas das eleições sem nomes definidos, sem coligações acertadas e com os balcões dos partidos praticando o toma lá dá cá patrocinado pelos recursos públicos postos à disposição das 35 agremiações partidárias registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Dispondo de um montante de R$ 2 bilhões e 500 milhões vindos do Fundo Eleitoral comR$ 1 bilhão 716 milhões e mais R$ 888 milhões e 700 mil do Fundo Partidário, os partidos grandes passaram a ter bala na agulha para negociar suas coligações e definir quem serão candidatos nestes consórcios partidários.
Mas voltemos à questão inicial. Quem serão os candidatos às vagas dos senadores Valdir Raupp e Ivo Cassol, cujos mandatos vencem esse ano?
Pelo MDB essa questão parece definida há meses, com a apresentação de Confúcio Moura como o pré-candidato da segunda vaga, já que a primeira é do candidato nato, Valdir Raupp.
Entretanto, se especula o tempo todo, e há até quemaposte, que o ex-governador Confúcio não será candidato ao Senado pelo MDB porque Raupp, dizem, é o dono do partido e não quer concorrência dentro de casa.
Como Confúcio não saiu do MDB, embora tenha sido tentado, lhe restaria aceitar ser rebaixado a deputado federal, coisa que ele já disse não querer mais. Mas ficará fora da disputase não quiser.
Difícil acreditar nisso. Confúcio já era líder político do PMDB e ocupava cargos relevantes no estado, enquanto o senhor Valdir Raupp ainda consertava baterias velhas em Rolim de Moura.
Claro que o ex-prefeito de Rolim de Moura,cresceu muito. Mas o ex-prefeito de Ariquemes,também subiu o pico da montanha. Vão medir forças? Inteligentes, acharão melhor unir as forças. Eu por ti e tú por mim.
As especulações fazem parte do jogo político. E até o próprio Confúcio, estrategicamente, põe uma lenhazinha na fogueira para alimentar a mídia e manter seu nome na crista da onda. É mestre nisso.
Na convenção, puramente homologatória, deverão sair os dois abraçados para a disputa e desespero dos concorrentes. Até Maurão de Carvalho tem grande chance de participar desse abraço. Embora, aí sim, ainda existe certo grau de risco.