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Sabe o pirilampo, o inseto de cor marrom escuro com luzes que ficam na cabeça e que à noite acendem e apagam, acendem e apagam?
Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, ganhou dos seus pares o apelido de pirilampo. É como é chamado pelas costas.
Vez em quando ele acende e fala uma coisa boa, como quando se opõe a qualquer tentativa de Bolsonaro de melar as eleições.
Ou quando diz que, se depender só dele, não irá adiante qualquer projeto para reduzir os poderes do Supremo Tribunal Federal.
Mas tem vez que ele apaga e fala uma besteira. Para fazer média com o governo, ele cria dificuldades para uma CPI sobre a Educação.
Com tal escopo, uma CPI dessas será sobre a má qualidade da Educação, mas também sobre corrupção no ministério.
E o governo é contra. E para agradar a Bolsonaro que anda aborrecido com ele, Pacheco também é contra, mas não diz isso.
Então, diz que a CPI será prejudicada pela proximidade das eleições. Os senadores estarão nos seus Estados e muitos faltarão às sessões.
Ou diz que a conveniência de uma CPI a essa altura deverá ser analisada pelo colégio de líderes dos partidos.
Acende, apaga, acende, apaga como um pirilampo no escuro.
CPI é direito da minoria assegurado pela Constituição. Uma vez cumpridas as formalidades de praxe, deve ser instalada.
Segundo Randolfe Rodrigues (REDE-AP), o requerimento de instalação da CPI tem 28 assinaturas, uma além do necessário.
Pacheco tudo fez para evitar a criação da CPI da Pandemia, a ponto de o Supremo ter sido forçado a mandar que fosse instalada.
O pirilampo não aprendeu a lição.
(revistaoeste)
