É a terceira vez que Rondônia elege 5 mulheres para a ALE



 

Quem não conhece a história a fundo, não deve falar dela sem  estudar profundamente. Neste espaço, há sempre uma preocupação em não se pisar na bola, quando se trata de feitos históricos, principalmente dos que se relacionam com Rondônia. Mas, de vez em quando, mesmo com cuidados, se erra. E o blog errou, na semana passada, quando afirmou que pela primeira vez a Assembleia Legislativa tinha conseguido eleger uma bancada de cinco mulheres e que, tal feito, seria inédito na História do Parlamento rondoniense. Pouco depois da coluna estar no ar, surgiu o primeiro puxão de orelha/colaboração. O ex-governador Daniel Pereira avisou que nos anos 90, já haviam sido eleitas cinco mulheres. Dias depois, foi a vez do competente e respeitado analista político e professor João Paulo Viana vir em socorro do colunista. Ele lembrou que o recorde de cinco mulheres eleitas ocorreu pela primeira vez em 1990 e, para espanto deste escriba de mal traçadas linhas, avisou: o feito se repetiu em 1994, quando novamente cinco mulheres foram eleitas, uma das quais reeleita do mandato anterior. Na legislatura de 1990, chegaram à Assembleia Legislativa Elisabeth Badocha, Ini Fidélis de Souza, Lúcia Tereza, Odaísa Fernandes e Marlene Gorayeb. Na legislatura seguinte, Lúcia Tereza se reelegeu. Com ela, somavam no novo quinteto da bancada feminina: Milene Motta, Suely Aragão, Rosária Helena e Ivone Abraão Pereira.

Destes nomes, várias mulheres se mantiveram na vida pública. Lúcia Tereza, por exemplo, faleceu quando cumpria mais um mandato. Milene Motta teve várias participações na política rondoniense, assim como Suely Aragão, Rosária Helena e Marlene Gorayeb. Ou seja, não é de agora que as mulheres se destacam na política rondoniense. Agora, em 2022, foram eleitas outras cinco deputadas: Ieda Chaves, Cláudia de Jesus, Rosângela Donadon, Gislaine Lebrinha e Dra. Taíssa Sousa. O quinteto de mulheres eleito para a legislatura 2023-2026, portanto, é um registro que ocorre na história do nosso parlamento pela terceira vez. Quem é mais jovem e não acompanhou os grandes momentos da política rondoniense ou chegou aqui bem depois que eles ocorreram, por vezes não sabem de toda a rica História que temos para contar. Ainda bem que temos gente como Daniel Pereira, um rondoniense de coração apaixonado por seu Estado e o professor João Paulo Viana, de quem pode se dizer o mesmo em relação ao amor a esta terra, que correm a corrigir, quando alguém, mesmo sem querer, comete um erro histórico.

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Autor: Sérgio Pires

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