Ardida como Pimenta: O perigo das pesquisas eleitorais



Numa pesquisa de cunho eleitoral a quantidade de pessoas selecionadas é definida pela margem de erro que você vai adotar. Ou seja, quanto mais pessoais selecionadas para a pesquisa menor será a margem de erro. Existe uma equação que envolve isso. Agora não adianta você selecionar 862 pessoas na pesquisa Ibope em Rondônia, com uma péssima metodologia de coleta e dados. Assim o resultado não será representativo.

Apesar da autorização concedida aos órgãos de pesquisa eleitoral e de todas as “rigorosas” formalidades exigidas pela Justiça Eleitoral nos trâmites de registro dessas pesquisas, sem dúvida essas operações constituem uma gigante fraude contra a sociedade e contra a legitimidade do processo de escolha dos representantes políticos eletivos.

Qualquer pessoa pode perceber que no reduzido universo de eleitores onde as pesquisas são feitas fica muito fácil conduzir o resultado desejado conforme as conveniências, interesses e “pagamentos” em jogo. Tudo é feito na base do “segredo”. Nunca fui pesquisada e jamais ouvi falar de alguém que tivesse sido. Algum dos meus ilustres leitores já foi ou já ouviu falar de alguém que tivesse sido pesquisado?

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Tão ou mais grave que essa situação é a manipulação da mente dos eleitores. Qualquer estudante de psicologia social e opinião pública pode perceber que os resultados das pesquisas conduzem e induzem grande parte dos eleitores a optar pelo provável vencedor das eleições, na esperança de poder auferir com isso alguma vantagem.

Ou seja, você pode ser honesto, mas se for incompetente não adianta realizar a pesquisa. Agora, se você é competente, mas é desonesto também não adianta.

Sem sintonia

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É visível o descompasso do MDB. A turma do Confúcio está trabalhando apenas para ele ser eleito. Não há sintonia entre os apoiadores de Raupp e Confúcio. Era esperado que ambos se uniriam no processo a fim de construir uma candidatura unificada em torno de Maurão. Deu errado. Parecem dois partidos cada qual jogado a sua sorte.

Polêmicas

Os candidatos à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, e pela Rede, Marina Silva, reagiram nesta sexta-feira (24) às críticas feitas pelo adversário deles do PSL, Jair Bolsonaro, ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).Na quinta, no interior paulista, Bolsonaro defendeu que o ECA fosse “rasgado e jogado na latrina” ao ser indagado sobre declaração dele que afronta o estatuto. O presidenciável defendera o ensino do uso de armas pelos pais como forma de não se “criar uma geração de covardes” — prática proibida pelo ECA –e definira, minutos antes, que todos os seus filhos atiraram com munição de verdade a partir dos cinco anos de idade.

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Pesquisa

Em 2016 o Ibope apontava o atual prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves em quarto lugar nas pesquisas (num total de 5). O Ibope em pesquisa realizada às vésperas da eleição sinalizava segundo turno entre Léo Moraes e Mauro Nazif. O segundo turno foi marcado pela vitória de Hildon Chaves com quase 66% nas urnas. O IBOPE além de errar mostrou números surreais. Na Câmara de Vereadores o Ibope só acertou 25% dos vereadores eleitos, vereadores esses que qualquer pessoa aceitaria sua reeleição ou eleição pela lógica.



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