Pacheco: ‘Jamais permitiria impeachment de um ministro do STF por uma decisão tomada’



Presidente de Senado afirmou, no entanto, que acha legítimo discutir limitação aos poderes do Supremo

 

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou em uma palestra, na terça-feira 14, que jamais permitiria o impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) por uma decisão dada.

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“Quando se fala de impeachment de ministro do STF, como se isso fosse uma solução para todos os males, eu afirmo: isso não é solução para todos os males. E eu jamais permitiria que houvesse impeachment de um ministro do STF por uma decisão que ele tomou”, afirmou à plateia de investidores do BTG Pactual, segundo reproduziu a Folha de S.Paulo.

Segundo ele, os erros de magistrados devem ser corrigidos dentro dos limites do próprio Judiciário. “Decisão judicial se recorre dela quando se discorda”, disse.

A declaração foi feita quando Pacheco comentava sobre o alcance das decisões monocráticas, aquelas dadas por um ministro, e não por toda a Corte, e sobre eventual mandato para os integrantes do Supremo. Segundo ele, discutir esses temas no Parlamento, incluindo a limitação da competência do STF, é legítimo.

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“Você discutir alcance de decisão monocrática de ministro do STF ou de qualquer ministro de Tribunal Superior, é uma discussão honesta. O limite do prazo de vista em processos judiciais é uma discussão também honesta. A própria limitação da competência do STF é uma discussão muito palatável”, disse, na palestra, conforme noticiou a Folha.

“Todas essas discussões são discussões possíveis”, afirmou Pacheco, acrescentando que são expedientes utilizados em outros países. “Nós podíamos fazer [essas discussões] no Parlamento ao invés de ficar aquela insanidade de ficar atacando a figura, a pessoa do ministro do Supremo Tribunal Federal, como se isso fosse solucionar os problemas da relação institucional entre os Poderes. Isso é um erro, isso é um engano.”

No Brasil, os ministros do STF, assim como os magistrados dos outros tribunais, não têm mandato, e podem permanecer no cargo até os 75 anos, quando são obrigados a se aposentar. Os integrantes do Supremo são indicados pelo presidente da República, sabatinados pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal e aprovados pelo plenário da Casa.

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(revistaoeste)



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