Com placar de 2 a 2, STF suspende julgamento de Bolsonaro por racismo



Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu nesta terça-feira (29) rejeitar a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL), acusado de racismo durante uma palestra realizada no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, em 2017.

Foram cinco votos no total. Relato do processo, o ministro Marco Aurélio foi o primeiro a votar e decidiu pela rejeição da denúncia. Em seguida, foi a vez de Luís Roberto Barroso e Rosa Weber, que votaram a favor do recebimento da denúncia contra o presidenciável.

Depois, Luiz Fux votou por rejeitar a denúncia, o que deixou o placar em 2 a 2. E quando faltava o último voto, do ministro Alexandre de Moraes, o julgamento do caso foi adiado a pedido do próprio Alexandre de Moraes. O presidente da Primeira Turma pediu vista no julgamento, que deve ser retomado na próxima semana.

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Se a denúncia for aceita, será a terceira ação penal de Jair Bolsonaro. Ele já responde a outras duas, sob acusação de incitar o estupro por ter dito à deputada Maria do Rosário (PT-RS) que não a estupraria porque ela "não merecia".

A DENÚNCIA DA PGR

Na denúncia, oferecida em abril, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, acusa Bolsonaro por ter dito em uma palestra no Clube Hebraica do Rio, em 2017: "Eu fui em um quilombola [termo correto é quilombo] em Eldorado Paulista. Olha, o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas".

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Na ocasião, ele também declarou que tais comunidades "não fazem nada", "nem para procriador eles servem mais".

Para Dodge, Bolsonaro tratou "com total menoscabo os integrantes de comunidades quilombolas. Referiu-se a eles como se fossem animais, ao utilizar a palavra arroba".

Fonte:Noticiasaominuto

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