O programa Compensa-RO criado através de decreto estadual foi anunciado na manhã desta segunda-feira (15) pelo governador de Rondônia, Daniel Pereira, durante o ‘‘Seminário Oportunidades, Perspectivas e Tendências Mercado Árabe e Africano’’, na sala de convenções da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), como um das principais medidas para que Rondônia cumpra a determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) quanto a liquidação das dívidas com precatórios até dezembro de 2024.
Depois de reunião realizada na semana passada entre o presidente do Tribunal de Justiça, Walter Waltenberg, o secretário de Finanças (Sefin) Franco Maegaki Ono e o procurador-geral do Estado Juraci Jorge da Silva, foi apresentado na última sexta-feira (12) ao governador de Rondônia o posicionamento do Judiciário que espera cumprimento imediato da Emenda Constitucional 99 publicada em 15 de dezembro de 2017 que alterou parte das normas regulamentadoras dos precatórios devidos pelos Estados e Municípios sob pena de responsabilização do gestor.
Para o governador, o pagamento dos precatórios, como determina a legislação, é inviável não só para Rondônia como para qualquer estado da federação. ‘‘Estou convocando uma reunião com o Conselho de Desenvolvimento do Estado de Rondônia (Conder) para expor o que significa para o Estado se tivermos que pagar os precatórios conforme a legislação. Se tiver que cumprir a lei do jeito que está nós vamos cumprir, mas vou ter que escolher qual hospital vou ter que mandar os pacientes embora, qual o presídio que teremos que soltar os presos, quais escolas vão ficar sem merenda e nós não queremos isso. Isso não pode ser feito de forma a asfixiar a capacidade dos governantes de desempenhar serviços básicos’’, afirma.
O Estado de Rondônia paga 1,5% da receita corrente líquida estadual ao Tribunal de Justiça (TJ) para pagamento de precatórios, que são as dívidas do poder público resultantes de ações judiciais. Mas o montante acumulado com a falta de pagamento dos precatórios nas gestões anteriores é de mais de R$ 1,5 bilhão. Em contrapartida o Estado tem mais de R$ 4,5 bilhão receber de contribuintes inadimplentes com o Estado. E foi essa a saída encontrada pelo governador para dar resposta a determinação do CNJ. ‘‘Aqueles empresários que tenham débito com a Fazenda Pública, eles podem comprar precatórios do qual o Estado é devedor e apresentar esses precatórios em pagamento de suas dívidas com a Receita Estadual’’, explica.
REGULARIZAÇÃO
Desta forma através do programa Compensa-RO, os empresários poderão regularizar a situação fiscal junto ao Estado e Rondônia poderá reduzir a quantidade de dívida que tem em relação aos precatórios. De acordo com o secretário de finanças, o Estado consegue recuperar por ano apenas cerca de 1,5% dos valores devidos pelos inadimplentes, inclusive há dívidas pendentes há 15, 20 anos, mas há expectativa positiva com o lançamento do programa está no fato da medida possibilitar a realização de acordos com deságios, que é uma redução no valor a ser pago.
‘‘O programa permite fazer a regularização com a utilização de crédito do precatório. O contribuinte deve fazer a petição desses precários junto aos seus titulares com deságios, ou seja, o empresário vai receber essa vantagem de quem tem o direito a receber do Estado, por outro lado aquele que tinha direito a receber mais só daqui há cinco anos, por exemplo, consegue receber com antecipação, e assim é possível regularizar a situação com as dívidas tributárias e não tributárias com um valor menor’’, explica Ono que esclarece que é possível conseguir 30%, 40% e até 50% de deságio.
O governador destacou ainda que será feita em breve reunião envolvendo os titulares da Sefin e PGE assim como a classe empresarial para esclarecer detalhes do programa Compensa-RO. Conforme o decreto, podem ser regulamentados com esta compensação débito de natureza tributária ou não, líquidos, certos e exigíveis pelo Estado ou ainda que figure como sucessor do credor originário e que essa sucessão tenha ocorrido anteriormente a 25 de março de 2015.
‘‘Acredito que esse decreto permitirá a recuperação de muitas empresas rapidamente pagando seus débitos com os débitos que o Estado tem com elas e ao mesmo tempo que há a possibilidade da redução da dívida do Estado liquidando esses precatórios antecipadamente, reduzindo as obrigações do próprio Estado no cumprimento dessa demanda É uma relação que todos ganham’’, considera o os presidentes da Fiero, Marcelo Thomé.
Texto: Vanessa Moura
Fotos: Jeferson Mota
Programa Compensa-RO é criado para permitir que contribuintes saldem débitos com governo
Noticias da Semana
Rua Capão da Canoa recebe rede de iluminação pública pela primeira vez
Ação do 5º BPM resulta em dois detidos e apreensão de arma e drogas no Orgulho do Madeira
Investigado por dopar e estuprar criança no Paraná é preso em Cacoal após ação integrada das Polícias Civis
Investigado em fraude de R$ 3,8 bilhões advogado homenageado pea ALE-RO está no centro do escândalo
Polícia mira esquema que lavou R$ 100 milhões para CV e PCC e tem ligação com Al Qaeda
Nem todo mundo que se diz católico é católico
Crescimento de bicicletas elétricas e similares leva Detran-RO a intensificar ações educativas em escolas de Ariquemes
Onde assistir futebol ao vivo e horários das partidas
Confira a previsão de hoje (15/7) para seu signo
Advogados são alvo de operação por fraude de R$ 3,8 bilhões no ICMS
Filho é procurado após suspeita de tentar matar o próprio pai durante ataque em Costa Marques