Bolsonaro diz que vetaria proposta para ampliação do aborto



Em entrevista à TV Aparecida, o presidente eleito Jair Messias Bolsonaro, PSL, foi questionado sobre possíveis mudanças na legislação do aborto para ampliação das justificativas legais da prática – para situações diversas além das previstos atualmente, que é quando a mãe corre risco de vida, gestação resultante de estuprou ou feto anencéfalo.

“Não contaria com meu voto uma proposta nesse sentido. Se a Câmara e o Senado aprovarem a ampliação, nós aqui vetaríamos”, disse Bolsonaro.

Deputado federal do PSOL-RJ, Jean Wyllys já apresentou um projeto de lei [882/2015] que trata da legalização do aborto. O texto determina que a interrupção da gravidez possa ser realizada nas doze primeiras semanas da gestação, tanto pelo SUS quanto pela Rede Privada.

Continua após a publicidade.

Com uma breve pesquisa no site da Câmara dos Deputados, identificamos que a última tramitação deste projeto foi em 30/06/2015. Na ocasião, o deputado pedia que Comissão de Seguridade Social e Família desapensasse o seu projeto – 882 – do projeto de lei 313/2007, que tratava de planejamento familiar.

“As proposições legislativas apensadas ao PL 313/2007, salvo o Projeto de Lei 882/2015, visam alterar de forma pontual e segmentada a Lei Federal do Planejamento Familiar, Lei n.º 9.263, de 1996, e dispõem sobre programas de educação sexual nas escolas; oferecimento, no âmbito dos programas de planejamento familiar, de métodos de contracepção, reversíveis ou não (ex.: vasectomia, pílula do dia seguinte, laqueadura tubárea, anticoncepcionais injetáveis), para homens e mulheres; métodos de esterilização e suas penalidades; além de temas afetos ao planejamento familiar como a necessidade ou não do consentimento do cônjuge para a esterilização voluntária. Em sentido muito diverso, o PL nº 882, de 2015, de minha autoria, pretende ser uma legislação robusta sobre direitos fundamentais relacionados à saúde sexual das mulheres e contra quaisquer formas de discriminação e violência; aos direitos reprodutivos a uma vida sexual segura (não apenas preventiva da gravidez indesejada, mas de DST/HIV); à
interrupção voluntária da gravidez”, dizia o requerimento de Wyllys.

De acordo com a tramitação do projeto 313/2007, o requerimento de Wyllys foi atendido, mas o projeto continuou parado desde então.

Continua após a publicidade.


Noticias da Semana

Veja +