Bolsonaro afirma não se sentir pressionado pelos evangélicos



O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse neste sábado que não tem pressa para fechar sua equipe de ministros, embora tenha manifestado que já gostaria de ter definido todos os nomes.

Bolsonaro, que não deu prazo para a escolha de todos os ministros, negou que tenha sofrido pressão de evangélicos para a definição do ministro de Educação, anunciado nesta semana.

“Já queria ter fechado o ministério, mas isso é como casar. Você pode namorar muitas, mas noivar e casar só com uma”, disse ele a jornalistas, depois de participar de uma cerimônia militar na zona oeste do Rio de Janeiro.

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“Todos os ministérios são importantes e precisam ser muito bem discutidos, e a gente não pretende anunciar nome e depois trocar”, completou o presidente eleito.

Bolsonaro ainda não indicou nomes para ministérios importantes, como o Ministério de Minas e Energia, estratégico para o Brasil, grande exportador de commodities que é.

Nessa semana existiu pressão em cima da indicação do presidente para o Ministério da Educação, depois da bancada evangélica ter supostamente vetado o nome de Mozart Neves, diretor do Instituto Ayrton Senna. Bolsonaro então indicou Vélez Rodriguez, que já soltou uma nota contando sobre seus planos no ministério.

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O presidente eleito negou a pressão dos evangélicos na definição do ministro, mas destacou a importância do segmento religioso para seu governo e para o país. “Não teve pressão nenhuma (da bancada evangélica). Várias pessoas me procuram, são indicadas, eu converso com todo mundo e, como vocês dizem na imprensa, ‘comeram barriga’. Citaram um nome que não tinha sequer anunciado”, afirmou ele.

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