A responsabilidade do voto



Deus deu ao homem atributos que o colocam em um patamar infinitamente superior aos outros animais. Só o homem supera os limites do instinto e pode manifestar vontade. O livre arbítrio é um dos atributos de que só os humanos são dotados, diferenciando-os dos animais irracionais, embora algumas pessoas ajam com irracionalidade bestial, emporcalhando-se moralmente na mais abjeta corrupção. O leitor deve estar se perguntando por que eu estou falando isso. A resposta é simples. Este ano haverá eleições, quando o eleitorado terá diante de si a importante tarefa de escolher seus governantes. Será a oportunidade que cada cidadão terá para manifestar a sua vontade, o seu livre arbítrio.

Infelizmente, muitos brasileiros ainda não se deram conta de que a política é a mais excelsa das atividades da sociedade humana, insistindo em tratá-la com desdém e, o que é pior, de maneira irresponsável. Votar é coisa séria, motivo pelo qual a necessidade de uma profunda reflexão antes de apertar as teclas da urna eletrônica, considerando os projetos de vida que temos ou os sonhos que acalentamos, conscientes de que, é na seção eleitoral, que estaremos contribuindo para tornar realidade nossos sonhos ou, ao contrário, ajudando a construir barreiras que os impedirão de concretizarem-se.

Se você está satisfeito com o Brasil de hoje, se lhe agrada a realidade social com a qual vivemos, tanto em nível federal quanto estadual, então seu voto terá que ser no sentido preservar o que existe; porém, se você não está satisfeito e acha possível superar o cipoal de problemas contra o qual a sociedade se debate, o voto precisa ter outra direção. Contudo, qualquer que seja sua opção, não pode ela se afastar dessa e de outras considerações, para, depois, não ter que lamentar ou ficar triste por algo que você deveria ter feito, mas que agora não pode ser mudado.




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