OLHO EM MARCOS ROGÉRIO: O Futuro da política Rondoniense vai passar por ele



Quem, entre os nomes que mais se destacaram na campanha do ano passado, têm mais futuro na política rondoniense? Afora o vencedor do governo, Marcos Rocha, que já tem presente e dependendo da competência de sua administração terá ou não grande futuro, o outro nome que salta aos olhos e ao voto do eleitorado é, sem dúvida, o do senador (ainda jovem, para o Senado) Marcos Rogério, do DEM de Ji-Paraná. Do alto dos seus 40 anos e 324.939 votos, ele foi o campeão da disputa pelo Senado, batendo o ex governador Confúcio Moura, que tinha sete anos e meio o poder.

Ambos ocuparão as duas vagas de Rondônia ao Senado, somando-se ao senador Acir Gurgacz do PDT, que ainda tem quatro anos de mandato. Marcos será, sem dúvida, um destaque no Congresso, como o tem sido até agora. Ao ponto de quatro anos antes, já se falar de seu nome como o de maior potencial para disputar o Governo contra Rocha e outros pretendentes, nas eleições de 2021. Diferente na política, Marcos Rogério garante que fará um mandato em que se envolverá nas grandes questões nacionais, priorizando as reformas que serão propostas pelo governo Bolsonaro, mas principalmente a da Previdência, segundo ele, vital para o país.

Mas defende também as reformas tributária e até a política (“temos que revisitar esse tema”, sublinha!). Otimista com o novo governo do país, acentuou que a economia reage, desde a sinalização da administração que recém começou, de que o governo fará as reformas necessárias, inclusive a do próprio Estado (“Bolsonaro já a começou, sem alarde”). E vai mais longe: “temos que ter um Estado menos pesado e oneroso, mas muito mais eficiente. A solução passa por uma revisão de comportamento Executivo, do Legislativo, do Judiciário e das demais instituições. Essa consciência temos que ter. A sociedade cobrou isso de todos nós, nas urnas. Tem que haver um esforço e renúncias da classe política, mas também dos demais poderes”, comenta.

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Em relação a Rondônia, o néo senador diz que quer contribuir de todas as formas que o mandato lhe permitir. Destaca, inclusive, que quer ser “porta voz e defensor de quem trabalha, quem produz, quem gera desenvolvimento. Vou lutar contra essa criminalização do nosso trabalhador, seja pecuarista, seja agricultor, seja madeireiro ou garimpeiro”, avisa.

Ele se insurge contra “crime tentando combater crime” como analisa o que ocorre em questões ambientais. Ele fala desse assunto ao lembrar que, para combater pretensos crimes ambientais (onde já há uma vasta legislação neste setor), servidores do Ibama, CMBio e outras entidades, queimavam máquinas e equipamentos. “Um absurdo que não vamos aceitar mais”, destaca. 

O discurso afiado também aponta para batalha por liberação de recursos para a saúde e educação, mas igualmente a outros setores. Marcos Rogério avisa que com três ministros do seu partido, o DEM, no governo, já tem portas abertas para reivindicar. É bom ficar de olho nesse cara. Marcos Rogério está pronto para Rondônia. Será dele o futuro?

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APOIO, QUEIXA E A BANCADA FEDERAL

Com relação à política local, o senador dos quase 325 mil votos pisa em ovos, quando fala na relação ao Governador eleito de Rondônia. Suas declarações são republicanas. “O governador Marcos Rocha foi eleito pela ampla maioria dos rondonienses, numa eleição democrática e merece todo o nosso respeito. Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para ajudá-lo e torcer para que ele faça uma excelente administração”. Mas, claro, deixa no ar uma pequena queixa, embora com frases escolhidas para que não pareça isso. “Até o momento, o Governador não me procurou e não conversou com a bancada federal. Mas certamente está ainda tratando de montar sua equipe, se dar início ao seu governo, para depois sentar conosco, da bancada, para que possamos saber de que forma poderemos ajudá-lo”. Aliás, também entre os deputados federais há alguns murmúrios de que ainda não houve conversas com o Governador, (exceção do Coronel Chrisóstomo, eleito pelo PSL). A bancada federal, certamente, quer conversar e quer ser ouvida. Nessa segunda, o chefe da Casa Civil, Pedro Pimentel, disse, contudo, que o Governador quer sim ter um diálogo próximo e franco com a bancada federal e que pedirá o apoio dela para todas as ações em que os parlamentares puderem ajudá-lo. 

Fonte: Sérgio Pires/Opinião de Primeira

 

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