
Foi preciso que um juiz americano, motivado por um acionista do Banco Master, reconhecesse a legalidade do processo de liquidação da instituição para que autoridades e políticos brasileiros caíssem na real. O primeiro a fazê-lo foi o Tribunal de Contas da União (TCU), que suspendeu a inspeção no Banco Central para apurar a circunstância da liquidação. Depois, foi a vez de o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciar a liberação de R$ 41 bilhões aos investidores do banco, com resgate de até R$ 250 mil por CPF.
É possível que o magistrado americano tenha sentido um odor desagradável de enrolação no ar por parte do dono Master, ajudado por instituição pública, com a finalidade de ganhar tempo e, com isso, empurrar o caso com a barriga, mas a manobra não colou. O juiz não só ratificou a legalidade do ato praticado pelo Banco Central, como também bloqueou bens e ativos do empresário, evidenciando que o BC agiu corretamente, colocando um ponto final na polêmica.
A decisão caiu como uma bomba no colo daqueles que apostavam na reversão da liquidação do Master. O próprio presidente do TCU, Vital do Rêgo, reconheu que o BC “teve razão em liquidar o Master”, mas por que não disse nada antes, deixando para fazê-lo só agora? Enquanto autoridades brasileiras estavam confusas, sem saber o que realmente fazer para resolver o problema do Banco Master, um juiz americano entrou em cena e encerrou o jogo com um xeque-mate.