
Redação, Porto Velho RO, 15 de janeiro de 2026 - Porto Velho (RO) — Após surgir como um dos nomes mais comentados para a disputa pelo Governo de Rondônia nas eleições de 2026, o deputado federal Fernando Máximo adotou um silêncio estratégico nas últimas semanas, afastando-se do centro do debate eleitoral e gerando especulações sobre os rumos de sua pré-candidatura. A mudança de postura ocorre em meio a um inquérito em andamento na Polícia Federal que investiga supostas irregularidades na compra de insumos durante a pandemia de Covid-19 — um fator que, aliados e adversários políticos reconhecem, tornou o terreno eleitoral mais sensível para o parlamentar.
O episódio marcou uma transição abrupta na atuação pública de Máximo, que havia experimentado um início de movimentação mais firme no cenário estadual. Enquanto seu nome passou a figurar em levantamentos informais e debates sobre prováveis cenários eleitorais, a repercussão sobre o inquérito policial federal reacendeu questionamentos sobre sua imagem, levando o deputado a reduzir drasticamente suas aparições, discursos e demais atividades que pudessem colocá-lo no centro da pauta política.
Aliados entendem que essa mudança não significa o abandono definitivo da corrida pelo Palácio Rio Madeira — sede do governo estadual —, mas sim uma tentativa de aguardar um momento mais favorável para reaparecer sobre bases mais sólidas e com menos elementos que alimentem ataques dos adversários. A estratégia, comum em campanhas complexas, visa minimizar desgastes prematuros e preservar o capital político do candidato em um ambiente competitivo e volátil.
Desafios partidários e eleitorais
Outro obstáculo enfrentado por Fernando Máximo decorre da dinâmica interna de sua legenda, o União Brasil, na qual o espaço político para sua pré-candidatura é considerado limitado. A sigla já trabalha, sob influência de outros líderes, com a pré-candidatura do vice-governador Sérgio Gonçalves ao governo do estado, reduzindo as possibilidades de Máximo consolidar uma base partidária robusta sem migrar para outra legenda que lhe ofereça tempo de rádio e televisão, além de sustentação eleitoral.
Esse cenário partidário mais restritivo alimenta debates nos bastidores políticos de Rondônia sobre a necessidade de alianças ou migração estratégica, caso o deputado pretenda manter vivo seu projeto majoritário. Na prática, trocar de sigla poderia abrir espaço para negociações que garantam tanto legenda quanto recursos de campanha, embora esse tipo de movimento também carregue riscos políticos e eleitorais.
Estratégia e futuro na disputa
Analistas políticos ouvidos por veículos locais afirmam que o silêncio adotado por Fernando Máximo não necessariamente indica fraqueza, mas reflete a complexidade do ciclo eleitoral em curso, no qual a imagem pública, forças partidárias e o impacto de temas jurídicos desempenham papéis centrais na construção de campanhas competitivas. O fato de já ter sido o parlamentar mais votado do estado em mandatos anteriores lhe confere, segundo eles, uma base de capital político que pode ser reativada caso sua situação jurídica e partidária se estabilize.
Enquanto isso, a ausência de Máximo do “centro do palco” eleitoral deixa espaço aberto para que outros pré-candidatos consolidem forças e atraiam apoios em um contexto já marcado pela fragmentação política e pela indefinição de nomes líderes nos cenários testados. A movimentação nos próximos meses será crucial para reconfigurar esse quadro e definir se a estratégia de silêncio renderá frutos ou se exigirá ajustes na tática eleitoral do deputado.
Fonte: noticiastudoaqui.com
com informações do rondonoticias