Com o final da Operação Sutura, realizada pela Polícia Civil, em parceria com o Ministério Público de Rondônia, identificando responsáveis de possíveis irregularidades envolvendo recursos da Assistência Médica do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Públicos do Município de Porto Velho (IPAM) na administração passada, é hora de avançar na melhoria da qualidade dos serviços médicos hospitalares, cujo atendimento vai de mal a pior.
O ideal seria uma reforma administrativa, com a abertura de concurso público, substituindo o excesso de comissionados por servidores de carreira, reduzindo, assim, o inchaço quase teratológico da folha de pagamento com indicados políticos, muitos dos quais sem nenhuma experiência ou capacidade profissional para o exercício do cargo.
A assistência médica do Ipam está um caos. E isso não é de hoje. Vem de longe. Digo isso, não como colaborador de site, mas como filiado que precisou esperar trinta dias para agendar uma simples consulta com um oftalmologista. Isso depois de quatro tentativas ligando para clínicas e hospitais diferentes, ouvindo sempre a mesma resposta de que o prestador de serviço não estava mais atendendo pelo Ipam, apesar de o nome do profissional aparecer na lista de credenciados.
Louvável a iniciativa do prefeito Léo Moraes de zelar pela transparência e correta aplicação dos recursos públicos, mas é preciso investir na qualidade do atendimento aos segurados e dependentes do Ipam, pois a cada dia prestadores de serviços vêm pedindo descredenciamento do Instituto alegando atraso de pagamento, apesar da contribuição ser descontada todo mês.
Valdemir Caldas