
Pelo que se tem lido na imprensa, parece que o governador de Rondônia, cel. Marcos Rocha, encontrou um partido para chamar de seu. Trata-se do PSD, comandado por ninguém menos que Gilberto Kassab, uma velha e conhecida raposa da política nacional, que sempre deu um jeito de corpo para permanecer na crista da onda política, independentemente de que esteja na direção do país.
Reacende-se, assim, nos corações de correligionários e simpatizantes do governador a chama da esperança de que ele venha a disputar o Senado, apesar de Marcos Rocha ter dito durante entrevista ao jornalista Everton Leoni que vai ficar até o final do mandato, conquanto o histórico de promessas ensina que se não deve acreditar cegamente em tudo que dizem os políticos, por fatores amplamente conhecidos durante as campanhas eleitorais e, posteriormente, comprovados no exercício do mandato.
E o PSL, partido pelo qual o neófito candidato Marcos Rocha chegou ao governo do estado de Rondônia, surfando na onda bolsonarista? Simplesmente ficou no passado. Assim também como ficou no passado o União Brasil. Às favas os partidos! No Brasil, é assim que a máquina política funciona. Os partidos são facilmente descartáveis, jogados no lixo da história como se joga um papel inútil na lixeira, porque a maioria das siglas não passa de ajuntamento de compadres.
Ideologia, quem possui? Alguns candidatos até conhecem os princípios ideológicos e doutrinárias da agremiação, porém, só após eleger-se, descobrem que estavam no partido errado. Então, qualquer motivo é suficiente para mudar de grei. Não diga, contudo, que esse seja o caso do senhor Rocha, mas fica a lição.
Valdemir Cadas